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Blatter pensa em continuar na presidência, e temos um pedido: apenas pare

Tempo no poder parece nunca ser demais para Joseph Blatter. Apenas 12 dias após o mundo respirar aliviado com o anúncio do presidente da Fifa de que deixaria o cargo em breve para o início das mudanças estruturais que o momento pede na entidade, o jornal suíço Schweiz am Sonntag traz, neste domingo, a informação de que o dirigente estaria considerando a possibilidade de se manter na presidência. A inglesa BBC também apurou que, caso não encontre “alternativas adequadas”, Blatter poderia se apresentar como uma das vias para o pleito a ser realizado entre dezembro deste ano e março do ano que vem. Por favor, não.

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Segundo o periódico, que ouviu uma fonte anônima próxima de Blatter, o suíço teria recebido pedidos de dirigentes para que reconsiderasse sua opção, vindos sobretudo das associações da Ásia e da África, que o apoiam. Rapidamente, Domenico Scala, nome forte do momento de transição pelo qual passa a Fifa, tratou de rechaçar a possibilidade de mudança de percurso. “Para mim, as reformas são o tópico central. É por isso que acho que é claramente indispensável que sigamos com o processo de mudança de presidente iniciado, como foi anunciado”, afirmou o dirigente, também suíço.

Independentemente do tipo de argumento que Blatter tenha ouvido para que balançasse e pensasse duas vezes se tomou a decisão certa, gostaríamos de lembrar outros dirigentes importantes que lhe recomendaram o contrário. Como Greg Dyke, da FA, que cravou a saída do presidente como “brilhante para o futebol mundial”, e Platini, presidente da Uefa, que julgou a decisão como “difícil, corajosa e correta”.

Apesar de acharmos que o suíço não tinha nenhuma opção política no momento senão se retirar, fiquemos com essa frase do francês. Tudo para convencer Blatter a largar o osso. Acabou, amigo, aceite a queda e resuma sua atividade a torcer para que nenhuma prova incriminatória chegue até você. Ainda que seja isso que o mundo todo espere que aconteça.

LEIA NOSSA COBERTURA DO FIFAGATE.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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