Benfica, Real, Barça, Racing: Alguns dos mais belos tributos feitos às vítimas na Colômbia

Hoje o meio esportivo perde. Perde o time de uma cidade pequena do interior de Santa Catarina que conquistou o carinho do país inteiro. Perde atletas que deram tudo de si para fazer um clube que há cinco anos nunca havia estado na elite do futebol brasileiro prosperar no cenário internacional e chegar a uma final de torneio desse nível pela primeira vez. Perde profissionais da área técnica que tornaram concreto o caminho para aquilo que, um tempo atrás, parecia ser uma utopia. Perde dirigentes que transformaram uma gestão de baixo orçamento, comparado aos demais times da primeira divisão, em um exemplo de como se administrar uma agremiação esportiva. Perde jornalistas competentes e sempre muito comprometidos com o dever da profissão, o de informar devidamente. Perde, perde muito.
Hoje o mundo como um todo perde. Perde pessoas com um bocado de objetivos. Com inúmeros planos e sonhos. Mas um especial. Um que, de alguma forma, unia todos que estavam presentes naquele avião. Unia até mesmo torcedores de equipes do mesmo estado. Hoje o mundo perde dezenas de vidas. E isso basta para que haja sensibilidade, empatia e compaixão de qualquer pessoa que tenha o mínimo de humanidade dentro de si, em qualquer lugar do planeta.
Sendo os clubes de futebol compostos por seres de carne, osso e sentimentos, e esses, por sua vez, estarem inseridos no mesmo universo que tanto perdeu nesta terça-feira, é muito bacana ver os times não se mostrando alheios à repercussão mundial da tragédia envolvendo a Chapecoense. No Brasil, todas as atividades relacionadas ao esporte foram suspensa em respeito a dor dessa perda irreparável. Na Europa, mesmo não estando intimidade ligados ao caso e aos envolvidos, equipes demonstraram comoção da forma que puderam. Jogadores do Real Madrid, Barcelona, Benfica e Chelsea, por exemplo, prestaram homenagem às vítimas desse acidente fatal e às famílias dos mortos cumprindo minuto de silêncio antes do treinamento:
Minuto de silêncio antes do treino do @realmadrid #ForçaChape pic.twitter.com/s2YUCW3J8H
— Tatiana Mantovani (@tatimantovani) 29 de novembro de 2016
Minuto de silêncio do Barcelona, antes do treinamento, em homenagem ao acidente com a delegação da Chapecoense pic.twitter.com/dR5WGzgEAB — Marcelo Bechler (@marcelobechler) 29 de novembro de 2016
A homenagem dos nossos jogadores ao @ChapecoenseReal. #ForçaChape pic.twitter.com/Obv0RmOGQm — SL Benfica (@SLBenfica) 29 de novembro de 2016
Before training at Stamford Bridge tonight, the players paid their respects to all those who lost their lives in the tragedy in Colombia… pic.twitter.com/diKXD7k8rC
— Chelsea FC (@ChelseaFC) 29 de novembro de 2016
O clube português foi ainda mais fundo oferecendo condolências ao emitir uma nota em seu site oficial se colocando à disposição para ajudar a agremiação catarinense a se recompor. “Perante a tragédia que tocou uma vez mais o mundo do futebol, o Sport Lisboa e Benfica, de forma solidária, manifesta a sua disponibilidade para apoiar a Chapecoense na criação de condições para minimizar o sofrimento e superar a perda desportiva”, disse Luís Felipe Vieira, presidente do Benfica, no comunicado. Uma das possibilidades desse ato de solidariedade é o empréstimo gratuito de jogadores do time de Lisboa, o que seria uma atitude mais do que louvável.
Depois da sessão de treinamento, em que alguns jogadores, como Marcelo, por exemplo, não conseguiram conter as lágrimas, Zinedine Zidane pediu para falar com a imprensa. O treinador abriu a coletiva de imprensa dizendo: “mandamos nossos sentimentos à Chapecoense e à toda sua torcida. Sentimos muito pelo que ocorreu. É uma tragédia, é complicado e é difícil. Dá para notar que estamos um pouco tristes com essa situação, por isso queremos, em nome do Real Madrid, dizer que estamos juntos aos familiares das vítimas nesse momento doloroso. Sentimos muito”. Unai Emery também o fez, começando a entrevista coletiva após treino do PSG com: “primeiramente, minhas condolências às famílias das vítimas da tragédia”.
Já aqui na América do Sul, outro clube que se mostrou extremamente prestativo e afetivo com a causa foi o Libertad. “O conselho diretivo do Club Libertad compartilha com profunda dor o sentimento de pesar pela tragédia envolvendo os irmãos da Chapecoense, e põe a disposição sua equipe titular para qualquer evento esportivo, em homenagem a todos os jogadores falecidos, de tão brilhante que foi a trajetória do clube em competições nacionais e internacionais”, publicou a agremiação paraguaia em nota no Twitter.
Em seguida, o Racing teve a mesma atitude. “O Racing Club, através de sua Comissão Diretiva, manifesta sua profunda tristeza pelo acidente aéreo sofrido pela delegação da Chapecoense e se põe à disposição para ajudar o clube. Em homenagem, nossa equipe entrará em campo contra o Boca com o escudo do clube brasileiro na camisa”, diz um comunicado no site do clube de Avellaneda.
Claro que, por enquanto, nada vai tornar menor a dimensão do ocorrido e remendar toda a tristeza que ele está rendendo. Não neste momento. Mas não dá para negar que ver os clubes ao redor do mundo demonstrando sensibilidade pelas vidas e sonhos perdidos, seja por mensagens ou por atos, faz a fé na humanidade se fortalecer. E, no fim das contas, esses tipos de ação confortam, porque comprovam que o nobre espírito do universo esportivo, sobretudo o do futebol, é muito maior do que resultados e rivalidades.




