Basquete da Argentina encanta e pode pegar o Brasil

A Argentina, no último jogo da rodada de domingo, deu uma aula de basquete em Londres, derrubando a Lituânia – que a havia eliminado em 2010 no Mundial da Turquia – por 102 x 79 e deixando bem claro que é candidata a uma medalla.
A má impressão da preparação – com derrotas contra Brasil, Espanha e EUA – ficou para tras. É lógico que o Brasil, se fizer um bom jogo, pode derrotá-los novamente, como foie m Foz do Iguaçu, mas o favoritismo é deles.
O basquete jogado pela Argeninta é maravilloso. Como não possuem jogadores altísimos como o Brasil, por exemplo – Splitter, Varejão e Nenê – precisam apelar para a técnica e para a luta. Scola é um professor, Nocioni é um guerreiro e Gutierrez faz de tudo para ajudar. E o cracaço Ginóbili conseguiu DEZ rebotes no jogo.
Para fugir da briga na cesta, os argentinos gastam o tempo o máximo possível. Prigioni, que não é brihante como Marcelinho Huertas consegue fazer com que a dupla Ginóbili-Scola funcione em altíssimo nível.
E há os arremessadores. Contra a Lituânia, Delfino – ele não participou da preparação e está ainda recuperando as melhores condições físicas – acertou seis arremessos de três em oito tentativas. Tentou mais dois. Errou e foi para o banco para não mais voltar. Entrou Leo Gutierrez e acertou seu primeiro lançamento de tres.
Os argentinos sabem ler o jogo mais que os brasileiros. Não são como Marcelinho Machado ou Leandrinho, por ejemplo.
O Brasil pode vencer, repito, mas terá de jogar muito. Principalmente, os pivôs.
É ossível o enfrentamento nas cuartas-de-final. Com a vitória de ontem, Argentina – que debe vencer com facilidade Tunísia e Argélia – disputará o segundo lugar com a França. O primeiro sera mesmo dos EUA.
Ficará em segundo ou terceiro. O Brasil pode ir mais longe. Não há um bicho papão como os EUA em seu grupo e pode ficar em primeiro. Vai passar por China e Grã Bretanha e disputará a liderança com Espanha e Russia. Se fizer isso, enfrenta o quarto do outro grupo. Caso contrário, pode haver o clássico da América do Sul.



