A rodada do futebol europeu se concentrou toda praticamente no sábado. E os grandes resultados do final de semana aconteceram em sua maioria nesse dia. Barcelona e Atlético de Madrid conquistaram boas vitórias na Espanha, o Borussia Dortmund voou na Alemanha, Internazionale e Juventus empataram no grande dérbi da Itália, Manchester United e Chelsea fizeram jogos mornos na Inglaterra.
Os destaques do balanço, entretanto, vão muito além dessas 24 horas. E também ultrapassam os limites das principais ligas. Viu o golaço de Voronin na Rússia? A ótima vitória do Al Ahly contra o Zamalek? O Hajduk Split quebrando o jejum de três anos sem vencer o clássico contra o Dinamo Kiev? Então acompanhe o que de melhor (e de pior) rolou no futebol internacional:
O jogão
Barcelona 3×2 Sevilla
O jogo em si não foi tão intenso durante todo o tempo. Mas a torcida que foi ao Camp Nou não se arrependeu de ver os 15 minutos finais eletrizantes entre catalães e andaluzes. Inspirado, Neymar deu o passe para Lionel Messi aumentar a vantagem, mas o Sevilla reagiu e empatou. Até que um lampejo do camisa 10, que não tinha uma grande noite, abriu um clarão na defesa rojiblanca e permitiu que Alexis Sánchez garantisse a vitória por 3 a 2, aos 49 do segundo tempo. Um duelo que poderia até ter tido um destino diferente, não fosse o gol mal anulado do Sevilla, que empataria placar.
A goleada
Borussia Dortmund 6×2 Hamburg
Quem mesmo sentiria falta de Mario Götze? O Borussia Dortmund vai somando vitória após vitória e demonstrando que ainda é um fortíssimo candidato ao título da Bundesliga. A goleada acachapante sobre o Hamburg veio com uma noite inspirada do quarteto ofensivo formado por Marco Reus, Robert Lewandowski, Henrikh Mkhitaryan e Pierre-Emerick Aubameyang. Todos os homens de frente marcaram ao menos um gol e quatro deles vieram entre os 20 e os 35 minutos do segundo tempo. Um verdadeiro atropelo.
A surpresa
Everton 1×0 Chelsea
Roberto Martínez chegou cercado de expectativas ao Everton, mas seu início não tinha sido tão marcante, com três empates em três jogos. O jogo contra o poderoso Chelsea, todavia, foi o exemplo do bom time que o espanhol pode montar no Goodison Park. Invictos até então na Premier League, os Blues perderam uma boa quantidade de chances, mas também pararam na eficiência defensiva dos Toffees – em sua estreia, Gareth Barry foi o destaque. E Nikica Jelavic, que vinha de um jejum de gols, garantiu o valioso triunfo aos anfitriões.
O vexame
Werder Bremen 0x3 Eintracht Frankfurt
O Werder Bremen não inspirava muita confiança antes do início do Campeonato Alemão. Os Verdes até surpreenderam com duas vitórias seguidas, mas já vêm há três rodadas só com derrotas. A última delas foi a mais vergonhosa: 3 a 0 para o Eintracht Frankfurt, em Bremen. E o pior foram as circunstâncias, com direito a um gol contra de Sebastian Prödl e uma expulsão desastrosa de Franco Di Santo. Para esquecer.
O clássico
Al Ahly 4×2 Zamalek
O maior clássico do Egito teve que ser disputado em circunstâncias especiais. O jogo válido pela Liga dos Campeões da África foi marcado para a cidade de El Gouna, a 460 km de distância do Cairo, por questões de segurança. Ainda assim, os torcedores compareceram em massa para ver o maior dérbi do Egito. E os fãs do Al Ahly certamente se deleitaram com o resultado, que deixou o time próximo das semifinais do torneio. No triunfo por 4 a 2, o destaque foi o eterno Mohamed Aboutrika, autor de um belo tento.
A virada
Athletic Bilbao 3×2 Celta
O início da estreia do Athletic Bilbao no novo San Mamés parecia sombria, com o gol inaugural de Charles para o Celta. Mas, aos poucos, os leones colocaram a festa nos prumos e foram adicionando cores. Mikel San José, Andoni Iraola e Beñat viraram o placar e, ainda que o tento de Santi Mina tenha dado um susto no final, não atrapalhou a estreia imaginada. O que ficará para a história é a vitória dos bascos, e não um tropeço após o fim de uma trajetória centenária no antigo estádio.
O craque
Diego López
Gareth Bale ganhou as manchetes no jogo do Real Madrid, ao marcar um gol logo na estreia pelo novo clube. Mas se os merengues saíram com o empate de El Madrigal, devem muito a Diego López. O goleiro sofreu dois gols do Villarreal, mas fez uma série de defesas praticamente impossíveis. Depois do confronto, Iker Casillas deve ter se conformado com a decisão de Carlo Ancelotti em deixá-lo no banco.
O brasileiro
Lucas
O jejum finalmente acabou. Depois de 21 partidas, Lucas marcou o primeiro gol pelo Paris Saint-Germain. E o brasileiro fez não somente uma de suas melhores atuações na França, como também ajudou o PSG a ter sua vitória mais convincente na Ligue 1. O meia fechou o placar na vitória por 2 a 0 sobre o Bordeaux fora de casa. Além disso, foi o jogador que mais criou ocasiões de gol, com quatro passes para finalização, e com mais dribles, sete no total.
As estreias
Mesut Özil e Christian Eriksen
A estreia de Mesut Özil pelo Arsenal foi marcante. O grande reforço dos Gunners fez ótimo primeiro tempo no triunfo por 3 a 1 sobre o Sunderland e precisou de apenas 10 minutos para dar o primeiro passe para gol. Porém, é bastante contestável se o alemão foi o estreante da rodada em Londres. Afinal, Christian Eriksen também comeu a bola em sua primeira partida pelo Tottenham. O dinamarquês deu uma assistência e também participou da jogada do segundo gol na vitória por 2 a 0 sobre o Norwich. Um bom debate para a mesa de bar.
O golaço
Andriy Voronin
A carreira de Voronin já teve seu auge. Porém, mesmo esquecido do grande público, o ucraniano continua dando mostras de talento pelo Dynamo Moscou. Neste domingo, o atacante anotou três gols na goleada por 4 a 1 sobre o Ural. E o mais bonito deles foi uma pintura: chute de voleio, de fora da área, no ângulo. Para pagar bicho dobrado ao camisa 10.
A lambança
Jonjo Shelvey
Não foram uma, mas duas as lambanças de Jonjo Shelvey. Não dá para saber se o meio-campista imaginou que ainda defendia o Liverpool, mas o fato é que ele deu de bandeja os dois gols dos Reds no Estádio Liberty. Pelo menos o inglês se redimiu com a nova torcida, com o gol que abriu a porteira e com a assistência para aquele que deu números finais ao empate por 2 a 2 – reiterando sua noite de herói e vilão.





