Mundo

Australiana compara gramado sintético a carvão em brasa: “Rasga e racha a pele dos pés”

A Copa do Mundo feminina do Canadá é inovadora. Pela primeira vez, todos os gramados, inclusive os das semifinais e finais, são sintéticos. Isso motivou muita reclamação das jogadoras antes do início da competição e um processo contra a Fifa liderado por Abby Wambach e com o apoio de mais de 40 colegas. Esse tipo de campo coloca a integridade física das atletas em risco, e a seleção australiana está sentindo isso na pele. Na pele da sola dos pés.

LEIA MAIS: Mulheres retiram processo contra gramado artificial na Copa, mas conseguem algumas vitórias

Segundo a atacante Michelle Heyman, o calor do verão do hemisfério norte combinado com o gramado sintético está basicamente transformando os campos da Copa do Mundo em carvão em brasa. “Você não consegue aderência, então o seu pé fica deslizando dentro da chuteira porque está tudo muito quente e suado”, disse ao jornal Herald Sun. “Você não gostaria de ver a sola dos nossos pés depois de um jogo. Fica tudo branco. A pela é arrancada, é muito nojento. É que nem andar em carvão em brasa, com a sua pele sendo rasgada e rachando lenta e constantemente”.

A seleção australiana tentou usar meias diferentes durante a preparação para a Copa do Mundo, mas não pode usar as mesmas na competição por causa de acordos de patrocínio. Em janeiro, treinaram em Canberra, na Austrália, a 31 graus, mais ou menos a mesma temperatura do Canadá. Mas resta muito pouco a se fazer. “Temos que ser duronas”, disse. “É um jogo mental. Você sabe que vai machucar, mas é uma Copa do Mundo. Precisamos nos concentrar nos nossos objetivos, que é vencer, e não acho que alguns cortes nos nossos pés vão nos incomodar diante disso”.

 

A preocupação das atletas antes da Copa do Mundo era com o atrito entre o gramado sintético e as pernas das jogadoras em lances como carrinhos e peixinhos. Também o impacto das goleiras na hora de pular, semelhante a aterrissar em concreto, segundo a alemã Nadine Angerer. Agora, o calor também queima os pés das atletas.

Mostrar mais

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo

Bloqueador detectado

A Trivela é um site independente e que precisa das receitas dos anúncios. Considere nos apoiar em https://apoia.se/trivela para ser um dos financiadores e considere desligar o seu bloqueador. Agradecemos a compreensão.