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As curiosidades na votação da Bola de Ouro

Lionel Messi recebeu a Bola de Ouro pela quarta vez consecutiva. Nenhuma novidade até aí. Mas se engana quem pensa que a eleição promovida pela Fifa não guarda surpresas. Basta dar uma olhada na lista de votos, divulgada logo após a cerimônia, para perceber alguns fatos interessantes. Cristiano Ronaldo e Messi fora do Top 3? Sergio Ramos melhor do mundo? Confira as curiosidades:

– Dos 505 votantes, Lionel Messi foi citado por 457 (90,5 %). Cristiano Ronaldo foi lembrado por 363 eleitores (71,8%), enquanto Iniesta apareceu em 202 cédulas (40%). Baseando-se nesse critério, o quarto colocado seria Falcao García, com 87 indicações.

– Considerando os votos segmentados, os Top 3 continuaria o mesmo. No entanto, o quarto colocado mudaria conforme o tipo de eleitor: Xavi (capitães), Falcao García (técnicos) e Casillas (jornalistas). Messi teve seu melhor percentual entre os técnicos (14,79%), seguido por jornalistas (13,56%) e capitães (13,25%).

– Levando em conta apenas os votos para o primeiro colocado, a eleição seria a seguinte: Lionel Messi (306 votos), Cristiano Ronaldo (86), Iniesta (39), Xavi e Casillas (13), Drogba (10), Pirlo (9), Falcao García (8), Ibrahimovic (5), Xabi Alonso (4), Van Persie e Yaya Touré (3), Buffon (2), Benzema, Busquets, Rooney e Özil (1). Neymar foi o melhor colocado na eleição (13º) sem ser apontado como primeiro.

– Messi e Cristiano Ronaldo ficaram de fora do Top 3 de 29 votantes. Destes, oito também não incluíram Iniesta entre os seus melhores. Já 53 votos repetiram, na ordem, os três primeiros colocados da eleição.

– Cristiano Ronaldo foi incluído em listas de 19 eleitores que excluíram Messi de seu Top 3. Além disso, o português ficou à frente do argentino em 86 cédulas.

– Se a escolha do World XI levasse em consideração os votos para a Bola de Ouro, Pirlo (7º) ficaria à frente de Xabi Alonso (11º) entre os melhores meio-campistas. Casillas foi o goleiro mais bem colocado, assim como Messi, Cristiano Ronaldo e Falcao foram os melhores atacantes. Piqué e Sergio Ramos foram os únicos zagueiros citados entre os 23 finalistas da Bola de Ouro, enquanto nenhum lateral constou na lista.

– Mario Balotelli foi o último dos 23 indicados ao prêmio. Apenas três capitães votaram no italiano, sempre como terceiro melhor da lista: Christian Fuchs (Austria), Vixay Phaphouvaninh (Laos) e Attal Fahed (Palestina).

– Para Stuart Ezra, de Barbados, não há dúvidas: Lionel Messi é o melhor do mundo. O jornalista não indicou o segundo e o terceiro melhor do mundo. Outros quatro jornalistas convidados não enviaram seus votos.

– Os votos dos brasileiros: Thiago Silva (Messi / Cristiano Ronaldo / Ibrahimovic); Mano Menezes (Cristiano Ronaldo / Messi / Falcao García); Cléber Machado (Messi / Xavi / Cristiano Ronaldo).

– Lionel Messi não fugiu muito de suas promessas na votação, escolhendo três companheiros de clube e de seleção: Andrés Iniesta, Xavi e Sergio Agüero. Dentre os outros candidatos, também votaram Buffon (Pirlo / Messi / Cristiano Ronaldo), Casillas (Sergio Ramos / Cristiano Ronaldo / Xavi) e Ibrahimovic (Xavi / Pirlo / Messi).

– Recentemente filiado à Fifa, Sudão do Sul participou pela primeira vez da eleição. O capitão e o técnico do novo país escolheram Didier Drogba como o Bola de Ouro.

– Algumas patriotadas ficaram evidentes. Os melhores para: Joachim Löw – Özil; Casillas – Sergio Ramos; Del Bosque – Casillas; Mario Yepes – Falcao García; Buffon e Cesare Prandelli – Pirlo; Erik Hamren – Ibrahimovic; Wesley Sneijder – Van Persie.

– A mesma prova de amizade aconteceu entre companheiros de clube. Mirko Vucinic colocou Buffon e Pirlo entre os dois melhores, enquanto Emre Belozoglu daria a Bola de Ouro a Falcao García. Steven Gerrard foi mais discreto em relação a Xabi Alonso, ex-parceiro no Liverpool, colocando-o em terceiro. Já Hugo Lloris foi corporativista, apontando Casillas como sua primeira escolha.

Confira a lista completa de votos

Confira as colocações dos 23 indicados

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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