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Alemanha e Chile tinha potencial de jogaço, mas foi só um empate sem graça

Alemanha e Chile estão entre os favoritos ao título da Copa das Confederações. Por isso, o jogo entre eles nesta quinta-feira era esperado para ser interessante, atraente, um dos embates que faria a competição valer a pena. O que se viu em campo ficou muito longe disso. Dois times com enorme potencial, que fizeram um primeiro tempo até bom, mas que se conformaram com um empate tão completamente sem graça. O 1 a 1 foi um jogo fraquíssimo no segundo tempo, sem nada que realmente tenha valido destaque e duas equipes sem fazer nada que valha registro.

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Havia uma diferença clara entre os dois times. A Alemanha, jovem, parecia mais estar em um amistoso, testando jogadores. O Chile, experiente e com duas Copas América recentes no currículo, 2015 e 2016, parecia sedenta por uma vitória – como parece sedente pelo título da Copa das Confederações. Para a Alemanha, uma gigante mundial e histórica do futebol, a Copa das Confederações é só mais um torneio, algo que ninguém por lá se importa muito. Tanto que Joachim Löw levou um time essencialmente reserva, só com quatro jogadores que estiveram na Copa de 2014. O Chile foi à Rússia pela glória. Pela taça. Pela conquista.

Essa diferença implica em uma atuação bem distinta entre os dois times em campo. O Chile é um time com uma ideia clara, entrosado e com jogadores que parecem mais prontos a decidir. A Alemanha tem ideia de jogo, postura em campo, bom toque de bola, mas não tem jogadores com capacidade de decisão. O primeiro tempo, então, foi de dominação do Chile. O time sul-americano poderia ter feito mais do que o gol que fez.

Foi logo aos seis minutos de jogo. O goleiro Ter Stegen tocou para Mustafi e o zagueiro, pressionado pelos jogadores chilenos, errou o passe. Vidal tocou na bola, que caiu nos pés de Alexis Sánchez. O atacante tocou para Vidal, que devolveu de primeira e Sánchez, na cara do gol, deu um bico de pé esquerdo no canto baixo do goleiro para marcar 1 a 0. O time chileno parecia mais pronto para ampliar o placar. Controlava a bola e as ações. O time, com média de idade de 29 anos, parecia mais pronto para vencer.

Aos 41 minutos, a Alemanha chegou pela primeira vez com perigo real. Emre Can fez bom passe para Hector, pela esquerda, que cruzou rasteiro para Stindl completar para o gol. A marcação chilena bobeou e os tetracampeões do mundo chegaram ao gol antes do intervalo. Um gol que empatou o jogo, mas que também parece ter criado uma sensação de saciedade nos dois times.

Se o jogo tivesse acabado nesse gol da Alemanha, o jogo até teria sido legal. Um pouco legal, talvez, vá lá, mas teria seu valor. O segundo tempo foi tão sem emoção quanto as atuações de Murilo Benício. O Chile foi cansando com o passar do tempo. A Alemanha não pareceu ter lá muita forme para colocar correria para cima do Chile. Os dois times pareceram ficar abraçados, só que fizeram isso de forma metafórica trocando ataques inóspitos.

A definição sobre primeiro e segundo lugar na tabela fica para última rodada. A Alemanha terá pela frente a seleção de Camarões no domingo, às 12h (horário de Brasília), em Sochi. O Chile, no mesmo horário, joga com a Austrália, em Moscou. Esperamos que com um pouco mais de emoção.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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