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Espanha impiedosa? Torneios Fifa já tiveram goleadas bem maiores

A Espanha não teve piedade alguma do Taiti. Embora em muitos momentos não tenha demonstrado tanto interesse assim em se esforçar, a Fúria não deixou de chutar a gol e conseguiu balançar as redes do Maracanã dez vezes. Uma goleada por 10 a 0 que entra para a história das competições oficiais da Fifa.

Esta é apenas a terceira vez que uma seleção chega aos dois dígitos em uma fase final de torneio da entidade envolvendo seleções adultas. A primeira vez foi em 1982, nos 10 a 1 da Hungria sobre El Salvador, que deve seguir por mais algumas décadas como o maior placar em uma Copa do Mundo. Além disso, a Alemanha fez 11 a 0 na Argentina na Copa do Mundo Feminina de 2007.

Considerando também fases finais de torneios de base, os próprios espanhóis detém o recorde. No Mundial Sub-17 de 1997, a Roja massacrou a Nova Zelândia por 13 a 0. E, assim como na Copa das Confederações, Xavi e Iker Casillas assistiram ao passeio do banco de reservas. No mesmo ano, o Brasil marcou dez gols duas vezes no Mundial Sub-20: 10 a 0 na Bélgica e 10 a 3 na Coreia do Sul. Artilheiro da competição com 10 tentos, Adaílton anotou sete apenas nesses jogos – Alex e Fernandão também faziam parte daquele time.

Já em Eliminatórias, a lista de goleadas por dois dígitos é extensa, com 45 placares do tipo. A Austrália é a única que passou das duas dezenas, duas vezes: 31 a 0 na Samoa Americana e 22 a 0 sobre Tonga. E o próprio Taiti aparece, pelo bem e pelo mal. Os polinésios tomaram de 10 a 0 da Nova Zelândia em 2006, mas sentiram mesma alegria ao anotarem 10 a 1 sobre Samoa, em junho de 2012, em partida que também valeu pela Copa das Nações da Oceania. Um resultado que, indiretamente, possibilitou a vinda dos taitianos à Copa das Confederações.

As goleadas por dois dígitos em competições da Fifa:

 

COPA DO MUNDO
Hungria 10×1 El Salvador (1982)

COPA DAS CONFEDERAÇÕES
Espanha 10×0 Taiti (2013)

ELIMINATÓRIAS DA COPA
Austrália 31×0 Samoa Americana (2002); Tonga 0x22 Austrália (2002); Irã 19×0 Guam (2002); Maldivas 0x17 Irã (1998); Tajiquistão 16×0 Guam (2002); Fiji 16×0 Vanuatu (2010); Samoa Americana 0x15 Vanuatu (2010); Nova Zelândia 13×0 Fiji (1982); Austrália 13×0 Ilhas Salomão (1998); Fiji 13×0 Samoa Americana (2002); Bermuda 13×0 Montserrat (2006); Alemanha Ocidental 12×0 Chipre (1970); Irã 12×0 Maldivas (1998); Maldivas 0x12 Síria (1998); Omã 12×0 Laos (2002); Síria 12×0 Filipinas (2002); Brunei 0x12 Emirados Árabes Unidos (2002); Maldivas 12×0 Mongólia (2006); El Salvador 12×0 Anguilla (2010); Ilhas Salomão 12×1 Samoa Americana (2010); México 11×0 São Vicente e Granadinas (1994); Síria 11×0 Laos (2002); Austrália 11×0 Samoa (2002); Turcomenistão 11×0 Afeganistão (2006); Fiji 11×0 Samoa Americana (2006); Hungria 11×1 Grécia (1938); Trinidad e Tobago 11×1 Antígua (1974); Liechtenstein 1×11 Macedônia (1998); Finlândia 0x10 União Soviética (1958); Austrália 10×0 Fiji (1982); Noruega 10×0 San Marino (1994); Macau 0x10 Japão (1998); Japão 10×0 Macau (1998); Papua Nova Guiné 10×0 Samoa Americana (2006); Nova Zelândia 10×0 Taiti (2006); Dominica 0x10 México (2006); Polônia 10×0 San Marino (2010); Granada 10×0 Ilhas Virgens Americanas (2010); Bahrein 10×0 Indonésia (2014); Antígua e Barbuda 10×0 Ilhas Virgens Americanas (2014); Macau 1×10 Kuwait (1994); Bélgica 10×1 San Marino (2002); China 10×1 Maldivas (2002); Samoa 1×10 Taiti (2014); Honduras 11×3 São Vicente e Granadinas (1998)

MUNDIAL SUB-20
Brasil 10×0 Bélgica (1997); Brasil 10×3 Coreia do Sul (1997)

MUNDIAL SUB-17
Espanha 13×0 Nova Zelândia (1997)

COPA DO MUNDO FEMININA
Alemanha 11×0 Argentina (2007)

MUNDIAL FEMININO SUB-17
Nigéria 11×0 Azerbaijão (2012); Coreia do Norte 11×0 Gâmbia (2012); França 10×2 Gâmbia (2012)

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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