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A torcida maracujina dos brasileiros na Olimpíada

Aquele calmante Maracujina faria uma grande jogada de marketing se patrocinasse a torcida brasileira aqui em Londres. Ou em todo evento. É de longe, a mais desanimada, a mais chata. Não são torcedores, como diz meu amigo Luchetti, mas sim, consumidores.

No basquete, outro dia, lituanos e russos duelavam em cantos de guerra. Talvez fossem de guerra mesmo pelo passado que os une. Depois, os franceses dominavam os espanhóis com o “allez le bleu” repetido incessantemente. Na última partida da rodada, muitos americanos gritavam “iu éssi ei” seguidamente, superando os australianos com seu “GO, GO, aussie”.

No Brasil e Argentina, jogo duro, havia mais brasileiros do que argentinos, mas o massacre sonoro era evidente. Eles repetiam o “vamo, vamo argentina, vamo a ganar, que essa barra quilombera no te deja no te deja de alentar” e o Brasil, nada.

O time saiu de 15 pontos atrás para encostar em dois e… Nada. A torcida não vai junto, não incentiva, não grita. Depois que os argentinos se recuperaram e passaram a vencer com facilidade, apareceu um ridículo “eu acredito, eu acredito”.

Seria diferente no futebol. A torcida do Corinthians vai sufocar a do Chelsea. A do São Paulo foi maior que a do Liverpool, como a do Internacional foi maior que a do Barcelona. Brasileiro gosta de seu time, não está muito aí com a seleção. Principalmente essa dos últimos tempos.

Grandes eventos são para torcedores com dinheiro. Um ingresso mais barato no vôlei custa 180 reais e você precisa de um binóculo para ver o jogo. Então, quem vai aos jogos são coxinhas que nem sabem torcer. E também muitas profissionais do sexo.

Repare em toda Copa. Aquelasprostitutas de short, rebolando a bunda e mostrando uma imagem falsa da mulher brasileira. É gente assim, que não tem amor ao esporte, que vem apoiar o Brasil. E não apoia nada.

É a torcida Maracujina.

Foto de Anderson Santos

Anderson Santos

Membro do Na Bancada, professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutorando em Comunicação na Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).

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