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A jovem e implacável Alemanha passou por cima do México para chegar à final

Joachim Löw trouxe uma equipe alternativa para disputar a Copa das Confederações da Rússia. Uma oportunidade de acompanhar suas promessas de perto durante algumas semanas, de vê-las em competição e de preparar a próxima geração da atual campeã do mundo. Deve estar contente com o que está vendo. Nesta quinta-feira, uma jovem e implacável Alemanha não deu chances para o México e passou à decisão com uma goleada por 4 a 1.

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É verdade que o México criou várias oportunidades, como disse Juan Carlos Osorio, já comandante de duas eliminações com um amplo placar, junto com o 7 a 0 sofrido para o Chile, na Copa América do Centenário, mas também é verdade que a Alemanha resolveu a parada antes dos dez minutos e sempre pareceu capaz de marcar mais vezes, caso fosse necessário. E, assim que o México diminuiu para 3 a 1, no fim do segundo tempo, Younes fechou a goleada.

Um dos grandes nomes da Alemanha nesta Copa das Confederações é o meia Leon Goretzka, do Schalke 04, que já está sendo ambicionado pelo Bayern de Munique. E ele mostrou o motivo rapidamente: aos 6 minutos, pegou de primeira, de fora da área, para abrir o placar; aos 8, infiltrou-se entre os zagueiros e ampliou. Nos dois lances, ficou flagrante a fragilidade da defesa mexicana, esparramada dentro de campo. E o México quase levou ao terceiro, em um passe em profundidade de Henrichs para Werner, que ficou cara a cara com Ochoa, mas bateu mal, em cima do goleiro.

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Ter Stegen também teve que trabalhar. Mas não tanto assim. Fez uma bela defesa em tentativa de Giovani dos Santos, aos 33, e Jonathan quase completou o rebote de cabeça, sem problema para o goleiro do Barcelona. Despertada, a Alemanha quase ampliou logo na sequência, quando Henrichs apareceu livre, no bico da grande área, com todos os defensores mexicanos no outro lado. Mas o chute saiu por cima. A melhor chance mexicana caiu nos pés de Chicharito, bem na frente de Ter Stegen, mas o centroavante tocou por cima.

O México voltou pressionando mais e causou alguns perigos a Ter Stegen. Mas quem poderia ter marcado era a Alemanha, em pênalti claro de Moreno em cima de Werner, que o árbitro ignorou. Aos 13, Draxler tocou para Hector, dentro da área, nas costas de um marcador adormecido, e o passe encontrou Werner, na entrada da pequena área: 3 a 0. A parada estava resolvida. O México foi para cima, sem mais nada a perder, e poderia ter descontado mais cedo: Jiménez acertou o travessão, e Ter Stegen fez um par de boas defesas.

 

O gol mexicano, porém, saiu apenas aos 44 minutos do segundo tempo, com um petardo de Fabián. Mas a Alemanha respondeu logo na sequência, com Younes. A atual campeã do mundo esteve sempre no controle durante a partida, apesar dos momentos de pressão do adversário. Nunca sofreu de verdade. Muita maturidade para uma equipe tão jovem. E fica a lição para o México que mais uma vez se mostrou pouco competitivo nas fases agudas de uma competição: se não conseguir marcar melhor, ser mais sólido na defesa, realmente perderá como sempre.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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