Mundial de Clubes

IA + VAR: Como funciona tecnologia utilizada no Mundial que CBF quer usar no Brasileirão 2026

CBF está estudando utilizar tecnologia que auxilia árbitros a agir mais rápido em lances de impedimento

O avanço da Inteligência Artificial (IA) chegou ao futebol, e agora a CBF quer implementar o impedimento semiautomático com a ajuda da ferramenta na Série a do Campeonato Brasileiro em 2026. A tecnologia já está em uso no Mundial de Clubes e visa a melhoria e praticidade na hora de identificar o jogador em situação irregular.

Antes de ser apresentada na Copa do Mundo de Clubes, o sistema utilizado passou por testes na Copa do Mundo de seleções em 2022, na Copa Intercontinental da Fifa 2024, em algumas partidas da Champions League, e também em torneios de base. Para o Mundial de Clubes 2025, a entidade aprimorou a tecnologia que detecta rapidamente a posição irregular de um atleta, e com a ajuda da IA, dinamizou o processo para os árbitros sejam auxiliados.

Em abril de 2025, a Premier League, uma das principais ligas do mundo, também começou o processo de implementação do sistema em suas partidas de futebol.

Apesar da utilização da tecnologia, a Fifa ainda deixou algumas decisões para o VAR, principalmente quando se trataram de lances que pudessem gerar polêmicas e serem de difícil compreensão.

— Para lances de impedimento mais difíceis, o árbitro de vídeo ainda validará as informações antes que a decisão final seja tomada — explicou a Fifa em nota oficial.

Arbitragem das semifinais levantou polêmica no Paulista (Foto: Imago)
Aparelho do VAR em um jogo no futebol brasileiro (Foto: Imago)

Brasileirão 2026 pode ser teste para a Confederação Brasileira

Com o sucesso da ferramenta no Mundial de Clubes, a Confederação Brasileira de Futebol passou a cogitar a utilização da tecnologia no Brasileirão Série A em 2026, segundo o ‘ge’. A Comissão de Arbitragem da confederação teria feito um levantamento para implementar o sistema, mas a permissão ainda precisaria do aval do presidente Samir Xaud.

No Brasil, a Federação Paulista utilizou o impedimento semiautomático nas finais do Paulistão 2025 entre Corinthians e Palmeiras. Segundo dados da entidade, o custo foi de R$ 1 milhão.

Para a utilização do novo sistema, a CBF teria que importar a tecnologia, que conta com 12 câmeras especiais, além da instalação nos estádios. Estima-se que o custo é de cerca de R$100 mil por partida, além de ser necessário um período de 4 a 6 meses para implementação completa da tecnologia no país.

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Como funciona o impedimento semiautomático?

Utilizando múltiplas câmeras próximas ao campo, um sensor dentro da bola e a inteligência artificial, a tecnologia acompanha todas as posições dos jogadores em campo e também da bola. Em caso de impedimentos, o sistema alerta automaticamente a equipe de arbitragem, avisando da situação irregular.

Além disso, após o atleta ser flagrado em impedimento, a tecnologia recria o lance em 3D, apresentando aos árbitros que checam se a jogada é legal ou não.

Em caso de situações de impedimento mais desafiadores, o árbitro de vídeo será chamado para validar as informações fornecidas pelo sistema, e só então tomará a decisão.

A tecnologia, até o momento, vem sendo muito bem utilizada em todos os jogos do Mundial de Clubes, e até o momento não rendeu nenhuma grande polêmica no torneio.

Além do impedimento semiautomático, a Fifa também vem testando outras tecnologias no Mundial de Clubes, como o tablet para substituição, as câmeras corporais nos árbitros e o VAR sendo apresentado no telão para todos os torcedores.

— A Fifa tem um histórico de inovações em seus torneios de elite, e o Mundial de Clubes da Fifa está dando seguimento a essa tendência. Com os melhores clubes competindo pelo título de campeões mundiais, é adequado que essas inovações pioneiras sejam exibidas em um torneio tão prestigioso — disse o Secretário-Geral da Fifa, Mattias Grafström.

Além disso, pela primeira vez em um torneio de primeira grandeza, a FIFA decidiu usar algoritmos desenvolvidos pelo Football Technology Centre AG, sua sociedade com a Hawk-Eye Innovations Ltd, para coletar automaticamente a maior parte dos dados de eventos ao vivo com base nos dados de rastreamento disponíveis.

Foto de Gabriella Brizotti

Gabriella BrizottiRedatora de esportes

Formada em jornalismo pela Unesp, sou uma apaixonada pelo esporte em geral, principalmente o futebol. Dentre as minhas paixões, está o futebol argentino e suas 'hinchadas'.

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