Mundial de Clubes

Copa do Mundo de Clubes volta a debater mudanças importantes para próxima edição

Jornal aponta que a próxima edição poderá ter aumento de equipes participantes na Europa

As especulações sobre as mudanças no Mundial de Clubes (também conhecido como Copa do Mundo de Clubes da Fifa) na sua próxima edição reforçaram um elemento de interesse das representações continentais: o aumento no número de clubes participantes. De acordo com o “The Times”, a competição deve incluir a expansão das equipes por país, saindo de dois para três competidores em 2029.

O periódico inglês informou que parte dos chefes da Fifa ficou frustrada porque o torneio realizado nos Estados Unidos foi disputado sem os campeões da Inglaterra, Espanha e Itália — Liverpool , Barcelona e Napoli, respectivamente — o que levou alguns críticos a questionarem se ele poderia ser chamado de uma competição entre os melhores clubes do mundo.

Vale lembrar que os doze clubes europeus que estiveram na competição este ano se classificaram por terem vencido a Liga dos Campeões nas quatro temporadas anteriores ou pelo coeficiente de clubes da Uefa, também calculado com base nas quatro temporadas anteriores.

Como Chelsea e Manchester City se classificaram por terem vencido a Champions League, o Liverpool não teve vaga, apesar de o clube ter um coeficiente alto.

Mudanças na Copa do Mundo de Clubes?

Segundo o jornal, a Fifa pode pressionar para expandir o Mundial de Clubes para 48 times, mas a Uefa deve se opor à decisão, mesmo que a Associação Europeia de Clubes (ECA, na sigla em inglês) seja a favor.

 O “The Times” também reforça que a Uefa seria totalmente contrária a qualquer tentativa de realizar o torneio com uma frequência maior, reduzindo de quatro para dois anos, por exemplo.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, em evento de lançamento do Mundial de Clubes Foto: (Imago)
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, no lançamento do Mundial (Foto: Imago)

O futuro do torneio deve ser discutido em uma reunião do Conselho da Fifa na quinta-feira — embora seja improvável que haja alguma decisão sobre as mudanças na competição.

Em uma conferência de negócios esportivos em Londres, Victor Montagliani, vice-presidente da Fifa no Canadá, afirmou que o torneio — considerado “o anticristo do futebol de clubes” na Europa — foi um grande sucesso.

— Após a primeira [edição], como em qualquer negócio, depois do primeiro mês você se pergunta se tem gente suficiente? Tem o produto certo? Precisamos discutir com as partes interessadas, como a ECA na Europa, se o formato era o correto. Precisamos ter mais clubes ou temos uma variedade diferente de clubes em termos de classificação? — destacou Montagliani.

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Infantino despista sobre novo formato do Mundial

Ainda no mês de julho, o presidente da Fifa Gianni Infantino foi questionado sobre a possibilidade da realização do Mundial de Clubes a cada dois anos. O presidente da entidade despistou sobre a redução do período de realização da competição, mas sugeriu possíveis mudanças, incluindo o número de equipes participantes.

— Recebemos críticas justas, principalmente sobre o sistema de participação dos clubes. Por exemplo: por que estão aqui quatro times do Brasil e só dois ingleses? Por que os quatro times brasileiros venceram a Copa Libertadores? Mas se o limite de clubes por país não deveria ser maior do que quatro. Se a competição for de quatro em quatro anos, há possibilidade de ter quatro times ingleses, espanhóis, italianos ou alemães, se eles se classificarem. Temos muitos elementos para pensar, mas vamos pensar nisso só mais para frente — afirmou.

De acordo com Infantino, o torneio gerou aproximadamente US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões) e se consolidou como a competição de clubes mais valiosa do mundo. Os valores de receita apresentados por Infatino incluem cotas de transmissão, patrocínios, venda de ingressos e acordos comerciais.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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