‘Não tem perdedor aqui’: Luis Enrique comenta empurrão em João Pedro e rebate afirmação
Treinador espanhol respondeu de forma ácida após incidente em campo
O técnico do Paris Saint-Germain, Luis Enrique, comentou o empurrão contra o brasileiro João Pedro, do Chelsea, em uma briga generalizada após a derrota por 3 a 0 da equipe francesa na final do Mundial de Clubes. Após a derrota do PSG por 3 a 0 para os Blues, um tumulto se formou ainda no gramado e o técnico dos franceses acabou por participar da confusão.
— Eu não tenho problema nenhum para comunicar meus sentimentos. É muita tensão envolvida e foi uma situação que poderia ter sido evitada por todos. Não foi o melhor, foi fruto de uma tensão durante a partida e eu não tenho nada a acrescentar. Eu vi o Maresca receber empurrões e empurrar, mas meu instinto foi separar os jogadores. Não sei o que deu início a tensão, mas a partir dali começou uma coisa que deveríamos evitar — afirmou o treinador.
Luis Enrique ainda mandou uma indireta após a afirmação do próprio João Pedro, que declarou que a equipe francesa não soube perder.
— Não tem perdedor aqui, sou vice-campeão. O perdedor é quem não se levanta, no esporte de alto nível não há perdedor. Nesses momentos é que se vê quem está do seu lado e quem não está. Tenho uma característica que desenvolvi desde muto jovem: gostarem de mim ou não, não posso controlar, mas faço o meu melhor sempre — rebateu.
O brasileiro também comentou sobre o desentendimento em campo. Após a partida, João Pedro detalhou o acontecimento e declarou que a equipe adversária não soube perder.
— Eu fui proteger o Andrey. Vi que os jogadores estavam rodeando o Andrey. Como bom brasileiro fui proteger um amigo. Foi chegando muita gente, naquele bolo acabei tomando um empurrão. Faz parte. Eles não souberam perder acredito eu, né. Faz parte. Agora é comemorar — afirmou o brasileiro em entrevista ao “SporTV”.

Marquinhos tenta explicar os motivos da derrota para o Chelsea no Mundial
A vitória avassaladora do Chelsea por 3 a 0 sobre o Paris Saint-Germain na final do Mundial de Clubes decretou uma leitura bem feita dos Blues sobre o jogo dos franceses, que fizeram uma campanha de destaque na competição.
Mas apesar da trajetória irretocável, os franceses não conseguiram se destacar em campo diante de um Chelsea imponente. Na derrota, muitos questionamentos surgiram sobre a postura do atual campeão da Champions League, analisada pelo capitão do PSG, Marquinhos.
— Eles trabalharam bem em nossas fraquezas. Taticamente, eles dificultaram as coisas para nós no primeiro tempo, demoramos um pouco para reagir, e essas são coisas que teremos que levar para o futuro. Todas as equipes vão nos estudar bastante, para saber o que fazemos bem e o que fazemos mal –, explicou.
Acho que o Chelsea foi mais efetivo do que a gente. Souberam trabalhar bem os espaços e as falhas que tivemos. Efetividade, em uma final é tudo. Conseguiram fazer os três gols no começo do jogo e mudou totalmente a história. Acho que fisicamente foram melhores no impacto.
A atuação da equipe francesa chocou ainda na primeira etapa, quando viu Cole Palmer abrir a vantagem com dois gols, desbancando o favoritismo do PSG, que chegou à final com uma campanha irretocável, a não ser pela derrota para o Botafogo por 1 a 0 na fase de grupos.
Em seguida, os parisienses empilharam goleadas (incluindo o 4 a 0 no Real Madrid e no Inter Miami de Messi), além de eliminarem o Bayern de Munique por 2 a 0 ainda nas quartas de final.

— O Chelsea venceu a batalha física, principalmente no primeiro tempo. Eles venceram muitos duelos, e nós estivemos um pouco abaixo do nosso melhor, então foi difícil para nós. Eles foram muito eficientes, e isso muda tudo. Vimos isso na final da Liga dos Campeões, e também contra Bayern e Real Madrid: quando você é eficiente, muda tudo. Tivemos oportunidades, mas não fomos eficientes no primeiro tempo, e isso compensou no resultado — declarou Marquinhos.
O clube francês chegou ao Mundial de Clubes como o grande favorito entre os principais times. Embalado pelas conquistas da Supercopa da França, Campeonato Francês, Copa da França e Champions League, o Paris Saint-Germain parecia insaciável na busca por mais uma taça para encerrar uma temporada 2024/25 coroada.
E apesar da grande atuação na competição não ter sido convertida na conquista do título, o zagueiro brasileiro reforçou que o trabalho feito vitoriosa trajetória do PSG ao longo da temporada não foi apagada pela derrota na decisão da Copa do Mundo de Clubes.
Nem só quando vence que se faz um bom trabalho. Estou muito orgulhoso do time. O que fizemos nessa temporada nunca fizemos antes. Em 13 anos de Paris nunca tinha vivido emoções desse jeito e disputado títulos dessa maneira. Claro que a gente queria levar o troféu para casa, mas não apaga nada que fizemos.

Luis Enrique também comentou a atuação positiva do Chelsea em campo e destacou os fatores que levaram o clube inglês a superar o PSG na decisão do torneio. Entre eles, a superioridade física.
— Acho que foi difícil para nós no início. Eles tinham muita energia. É algo que não depende da preparação física, mas também dos elementos que você pode aproveitar ao longo do jogo. Eles souberam fazer melhor isso. É normal a derrota, não há problema. As pessoas sempre aproveitam esses momentos para nos criticar, o que também não é um problema. Precisamos aproveitar esse momento de descanso, que será muito curto, mas importante — analisou o técnico.
O treinador fez questão de ressaltar os pontos positivos dos adversários e reforçou que precisará analisar a partida novamente para entender a atuação do Paris Saint-Germain diante dos Blues, mas elogiou a partida feita pelo Chelsea, afirmando o merecimento do clube inglês pela conquista do torneio.
— É assim que funciona o futebol. Não dá para explicar tudo. Vamos precisar reassistir a partida para analisar o que aconteceu. Mas acredito que eles começaram o jogo muito bem, com muita pressão. Tivemos boas oportunidades de marcar, mas não aconteceu. Mereceram a vitória, fizeram um jogo excelente. Ontem disse que o Chelsea era um time maravilhoso e que merecia essa taça — afirmou.



