Como Chelsea de Maresca deu nó tático em PSG de Luis Enrique na final do Mundial de Clubes
Treinador italiano montou estratégia ousada nos Blues para impedir domínio dos Parisienses do técnico espanhol
O Chelsea é campeão do novo Mundial de Clubes da Fifa. Quem imaginava um domínio absoluto do PSG na final, pode ter se surpreendido com a estratégia de Enzo Maresca, que anulou o jogo de Luis Enrique por completo.
Para isso, os Blues emularam a identidade dos Parisienses para ter controle da partida. A Trivela analisa como o treinador italiano deu um nó tático no técnico espanhol neste domingo (13), nos Estados Unidos.
Chelsea faz PSG provar próprio veneno

O PSG de Luis Enrique é baseado no Jogo de Posição e nas movimentações constantes de seus jogadores, que buscam sair tocando desde a defesa para chegar ao ataque em velocidade. Contudo, Maresca fez o Chelsea se impor desde o primeiro minuto.
Os Blues realizaram uma marcação alta nos Parisienses, que tiveram muitas dificuldades de construir jogadas rumo ao ataque, gerando uma posse de bola passiva. O Chelsea mostrou agressividade nas pressões e aceitou correr riscos para perseguir jogadores do PSG.
Quando os Parisienses iniciam um tiro de meta, por exemplo, os atletas trocam de posição entre si para tentar confundir a marcação adversária. Só que o comprometimento tático dos Blues inibiu esse resultado.
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Em diversos momentos, Pedro Neto recuou completamente na esquerda para impedir o avanço de Achraf Hakimi. Ao mesmo tempo, Marc Cucurella estava acompanhando Désiré Doué a todo momento.
Até mesmo se Ousmane Dembélé tentava se aproximar do círculo central, Levi Colwill o seguia desde a zaga. E isso se repetiu nos demais setores do gramado. Ou seja, o PSG não teve espaço para avançar com bola, já que era forçado ao erro pelo Chelsea.
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Bolas longas fazem a diferença

Se os Parisienses não conseguiram jogar antes do intervalo, restava aos Blues gerenciar a partida. Quando a defesa do Chelsea tinha a bola e era pressionada pelo ataque do PSG, a distribuição pelas laterais mostrou que o caminho seria a velocidade.
Como sair passando de pé em pé é sempre uma tarefa difícil contra os Parisienses, as bolas longas nos corredores fizeram a diferença para os Blues. As chances de maior perigo ofensivo do Chelsea surgiram em avanços nas costas dos alas do PSG.
Aliás, os primeiros dois gols da partida tiveram essa assinatura. Nuno Mendes, em uma partida irreconhecível, perdeu seus duelos no lado esquerdo e permitiu Malo Gusto e Cole Palmer — que foi às redes em ambas ocasiões — levarem a bola até o último terço.
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Mesmo com menos posse e menos passes trocados antes do intervalo, os Blues foram muito eficientes em seus momentos com bola, cujo 3 a 0 se mostrou insuperável para os Parisienses mesmo com mais 45 minutos de jogo.
O estilo da abordagem é importante, sem dúvida nenhuma. Entretanto, nada disso seria possível se o Chelsea não soubesse aproveitar as finalizações. Por outro lado, o PSG também parou no goleiro, que viveu um dia impecável.
A soma de todos esses fatores permitiu Maresca se sobressair em relação a Luis Enrique.



