Mundial de Clubes

O Fluminense viajou para o Mundial de Clubes para fazer do sonho uma realidade possível

Peso diferente do Mundial faz do Fluminense um rival perigoso para super-ricos em busca de mais um sonho em 2023

O Fluminense viajou rumo à Arábia Saudita, onde disputará o Mundial de Clubes, e não quer saber apenas de participar. O campeão da Libertadores carrega na bagagem o sonho de conquistar a competição, que pode parecer impossível, mas é tratado como realidade possível no CT Carlos Castilho.

Com todos os jogadores de seu elenco à disposição, o time de Fernando Diniz se acostumou a tratar grandes conquistas com tranquilidade. Após conquistar a Libertadores, o Tricolor agora tem novo sonho: o Mundial de Clubes.

Fluminense embarcou para o Mundial de Clubes nesta terça (12), e mira título da competição - Foto: Mailson Santana/Fluminense FC
Fluminense embarcou para o Mundial de Clubes nesta terça (12), e mira título da competição – Foto: Mailson Santana/Fluminense FC

Os tricolores lotaram o Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, com bandeiras, sinalizadores, cânticos das arquibancadas e muitos sinalizadores para dar a última força aos jogadores antes da viagem. Na Arábia Saudita, o Flu ainda não sabe qual seu adversário, mas está de olho nos rivais.

O Fluminense embarcou para a Arábia Saudita às 20h55 (de Brasília) em um voo fretado, e tem chegada prevista em Jeddah para 9h45 de quarta-feira.

Todo dia no Fluminense é 22 de dezembro

A filosofia do clube nos últimos meses foi bem clara. A ideia de Fernando Diniz e sua comissão técnica era tratar todos os dias como 4 de novembro, data da final da Libertadores. Deu certo. Com a taça nas Laranjeiras, agora, todo dia é 22 de dezembro, data da final do Mundial de Clubes.

Manchester City de Pep Guardiola é o grande favorito do Mundial de Clubes - Foto: (Icon Sport)
Manchester City de Pep Guardiola é o grande favorito do Mundial de Clubes – Foto: (Icon Sport)

Os tricolores não estão preocupados com o forte time do Al-Ittihad, dono da casa, ou mesmo o Manchester City de Pep Guardiola. O foco internamente é fazer os jogadores acreditarem que o Fluminense que venceu a América pode também pintar o mundo de verde, branco e grená.

— Uma alegria muito grande, um sonho que estava pendente na minha carreira profissional. Jogar um Mundial de Clubes, realmente para mim será um dia histórico. Uma alegria muito grande, um sonho que estava pendente na minha carreira profissional. Jogar um Mundial de Clubes, realmente para mim será um dia histórico — opinou Germán Cano antes do embarque para a Arábia Saudita.

Respeito sem medo: Fluminense está de olho em rivais no Mundial

A estreia do Mundial de Clubes, a bem da verdade, era mero protocolo. Agora, nas quartas, Al Ittihad, da Arábia Saudita, e Al Ahly, do Egito, fazem um duro confronto. Quem vencer enfrenta o Tricolor, que se prepara para ambos os desafios.

A comissão técnica de Fernando Diniz também se prepara para o lado oposto da chave. O foco, claro, é o Manchester City, mas naturalmente os observadores técnicos do clube estarão de olho no jogo entre Urawa Reds, do Japão, e León, do México.

Diferente de Libertadores, Mundial não é obrigação para o Fluminense

Um dos únicos grandes do Brasil que não tinha conquistado a Libertadores até 2023, o Fluminense carregava consigo o peso da competição em todas as disputas. O trauma pelo vice-campeonato de 2008 exercia pressão sobre o Tricolor, que transformou o sonho em obsessão. O Mundial, por outro lado, não é bem assim.

Com as últimas experiências frustradas dos brasileiros e o último título do país na competição em 2012, com o Corinthians, o Mundial de Clubes deixou de ser uma obrigação. Nem mesmo os maiores times do continente nos últimos anos tiveram vida fácil. O forte investimento saudita nas últimas temporadas tira o peso até da necessidade de resultados nas semifinais.

Mundial de Clubes começa nessa terça (12), e Fluminense espera para conhecer adversários - Foto: Reprodução/FIFA
Mundial de Clubes começou nesta terça (12), e Fluminense espera para conhecer adversários – Foto: Reprodução/FIFA

Assim, o Mundial de Clubes é diferente da Libertadores na cabeça dos tricolores. Além de tudo, o Fluminense briga pelo reconhecimento da Copa Rio de 1952 como taça intercontinental, e a Fifa já sinalizou que a conquista é considerada como precursora da disputa atual. Sem traumas ou obrigações, o Flu, na posição de franco atirador, pode ser ainda mais perigoso na Arábia Saudita.

— Todo jogo, a gente trata do mesmo jeito, com muita coragem de conseguir o que Fernando pede dentro de campo. Poder ganhar a Libertadores foi um momento muito especial, estressante também. Jogamos com toda a ilusão de poder competir e ganhar o torneio. É muito difícil, mas é futebol e tudo pode acontecer — afirmou Cano.

Foto de Caio Blois

Caio Blois

Jornalista pela UFRJ, pós-graduado em Comunicação pela Universidad de Navarra-ESP e mestre em Gestão do Desporto pela Universidade de Lisboa-POR. Antes da Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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