Mundial de Clubes

Fifa chega à conclusão sobre denúncia de racismo contra Rüdiger no Mundial

Entidade ainda apura acusação do zagueiro do Real Madrid contra Gustavo Cabral, do Pachuca

A Fifa segue investigando a acusação feita por Antonio Rüdiger, zagueiro do Real Madrid, que afirmou ter sido vítima de racismo durante a vitória do clube merengue por 3 a 1 sobre o Pachuca, no último domingo (22), pelo Mundial de Clubes. No entanto, segundo o jornal espanhol “Marca”, a entidade não encontrou provas que corroborem a denúncia.

O defensor de 32 anos alega que Gustavo Cabral, capitão da equipe mexicana, o chamou de “negro de merda” durante o jogo. O argentino negou durante a zona mista após o jogo, e disse que o insulto proferido teria sido “cagón de mierda“.

O posicionamento da Fifa sobre acusação de racismo no Mundial de Clubes

Segundo o Marca, a Fifa revisou imagens da transmissão oficial, além de ângulos alternativos captados no estádio, mas nenhum indício foi encontrado até agora que comprove que Cabral tenha feito ofensas racistas.

O caso segue em aberto e a próxima etapa será ouvir formalmente os envolvidos. A entidade máxima do futebol mundial pretende colher depoimentos de Rüdiger, Cabral e possíveis testemunhas, com o objetivo de esclarecer se há divergências nas versões apresentadas por ambos os lados.

Rudiger acusou Cabral de racismo (Foto: Icon Sport)
Rudiger acusou Cabral de racismo (Foto: Icon Sport)

O Real Madrid se mantém ao lado do seu zagueiro e reforça a acusação de que houve ofensa racial contra o defensor, que retornava aos gramados após dois meses fora por lesão no joelho. O clube espanhol considera o episódio grave e apoia o atleta na apuração dos fatos.

Durante a partida, o árbitro em questão, o brasileiro Ramon Abatti Abel, deu início ao protocolo anti-racismo da Fifa e cruzou os braços — gesto que simboliza a denúncia de racismo por jogadores ou outros membros da arbitragem. Houve conversa com os dois envolvidos, mas Cabral não foi advertido e o jogo continuou normalmente.

O protocolo iniciado a partir do sinal de “X” com os braços dá ao árbitro a liberdade de, se achar necessário, paralisar e até mesmo cancelar a partida, caso os episódios de racismo sejam confirmados e prossigam durante o jogo.

Enquanto ainda há a investigação da Fifa, o foco do Real Madrid segue voltado para o confronto das oitavas de final do Mundial de Clubes, que acontecerá na terça-feira (1), contra a Juventus, no Hard Rock Stadium, em Miami. Rudiger deve continuar entre os titulares, mesmo com o retorno de Raúl Asencio, que cumpriu suspensão na rodada anterior.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo