Mundial de Clubes

A relação de Amarildo, campeão do mundo em 62, com o Esperánce, adversário do Flamengo

Substituto de Pelé no Brasil está no hall de figuras emblemáticas do time tunisiano por feitos fora das quatro linhas

Uma foto do time do Espérance de Tunis na década de 1980 tem a frase “a torcida chama o Espérance de pequeno Brasil” escrita em árabe logo abaixo do registro. As palavras fazem alusão ao vitorioso momento do clube naquele período — que já despontava como potência na Tunísia — e também reverenciam o técnico Amarildo.

Na época, treinadores brasileiros rumavam a vários locais pelo mundo, e alguns desembarcaram onde o futebol ainda não era desenvolvido. Foi o caso de Zagallo e Carlos Alberto Parreira, que se mudaram para o Kuwait; Paulo Amaral e Didi, que acertaram com equipes na Arábia Saudita; e do ex-atacante campeão do mundo em 1962, que treinou a equipe mais antiga e tradicional da Tunísia.

Brasileiro Amarildo é lenda do Espérance

Amarildo comandou o Espérance entre 1984 e 1987. Andrey Raychtock, colunista da Trivela, encontrou registros desse recorte da história do clube que reforçam o prestígio do “Possesso” em terras tunisianas.

Um dos relatos enaltece mudanças implementadas pelo brasileiro, como não fazer distinção entre titulares e reservas durante os treinamentos. Isso proporcionava mais harmonia e agradava mais o plantel.

O resultado foi elenco unido e a conquista de dois títulos: o Campeonato Tunisiano de 1985 e a Copa da Tunísia em 1986.

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Amarildo fez história como substituto de Pelé

Como jogador, Amarildo alcançou projeção com os 136 gols em 201 jogos no Botafogo e brilhou no cenário global ao receber a missão de substituir o então lesionado Pelé na Copa do Mundo de 1962, no Chile.

O jogador não se intimidou e teve atuações de destaque principalmente diante da Espanha, cujos dois gols asseguraram a vitória por 2 a 1, e na final contra a Tchecoslováquia, onde balançou as redes uma vez nos 3 a 1 que deram ao Brasil o bicampeonato.

O desempenho com a seleção brasileira no torneio lhe rendeu o apelido de “O Possesso”, dado pelo jornalista Nelson Rodrigues.

Seleção Brasileira na final da Copa do Mundo de 1962
Seleção Brasileira na final da Copa do Mundo de 1962 (Foto: Imago)

O antigo atacante também jogou por Goytacaz, Milan, Fiorentina, Roma, Vasco e teve breve passagem pelo juniores do Flamengo. O Rubro-Negro é justamente o adversário do Espérance na estreia no Mundial de Clubes nesta segunda-feira (16), às 22h (de Brasília), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. A partida compreende ao grupo D.

Foto de Milena Tomaz

Milena TomazRedatora de esportes

Jornalista entusiasta de esportes que integra a equipe de redação da Trivela. Antes, passou por Premier League Brasil, ESPN e Estadão. Se formou em Comunicação Social em 2019.
Foto de Andrey Raychtock

Andrey RaychtockColaborador

Colunista da Trivela. Mais angustiado que um goleiro na hora do gol. Jornalista com passagens por Globo, Esporte Interativo (atual TNT Sports) e Cazé TV. Percorrendo os becos e vielas do futebol alternativo e dividindo o que encontrei.

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