Em 120 minutos sofríveis, o Pachuca vence e pegará o Grêmio no Mundial
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O gremista ou qualquer outro torcedor que se solicitou para ver as quartas de final do Mundial de Clubes perdeu o seu tempo. Não bastassem os 90 minutos sofríveis de futebol, o jogo entre Pachuca e Wydad Casablanca ainda seguiu para a prorrogação. E, com um jogador a mais desde o segundo tempo, os Tuzos conquistaram a classificação às semifinais. O gol solitário de Guzmán, a oito minutos do fim do tempo extra, foi o suficiente para confirmar a vitória por 1 a 0 e eliminar os marroquinos numa noite de “não-futebol”. Mas, por aquilo que se assistiu neste sábado, o Grêmio pode se tranquilizar um pouco mais para a próxima etapa da competição.
A semifinal do Mundial de Clubes quase nunca é fácil aos sul-americanos. Desta vez, porém, Pachuca e Wydad ficaram devendo uma boa impressão. O jogo foi bastante amarrado, com raros lances de perigo. Os marroquinos até demonstravam uma organização um pouco melhor, mas seu goleiro não passava confiança e pouco produziam no ataque. Além disso, mesmo sem trabalhar a bola com a velocidade necessária, o Pachuca conseguia ameaçar um mais. E os africanos teriam que se virar com apenas dez em campo a partir dos 24 do segundo tempo, depois que o capitão Brahim Nakach recebeu o segundo amarelo. Nada que os mexicanos tenham aproveitado tão cedo.
Na prorrogação, o Wydad parecia satisfeito em segurar o resultado, enquanto faltava fôlego ao Pachuca. Os marroquinos tiveram uma chance clara no início do segundo tempo extra, desperdiçada com um chute para fora. Pouco depois, pagariam o preço. Jorge Hernández enfiou a bola na medida para Jonathan Urretaviscaya e, na linha de fundo, o uruguaio cruzou para Victor Guzmán completar de cabeça. Carimbou o passaporte dos Tuzos.
Não seria exagero dizer que este Pachuca é o pior representante da Concacaf no Mundial. Primeiro, o time perdeu a sua grande referência técnica, o jovem Hirving Lozano, protagonista na conquista da Concachampions e já causando impacto no PSV. Depois, porque o rendimento sequer se manteve no Campeonato Mexicano. E há os desfalques importantes de Edson Puch e Erick Gutiérrez. O ataque esteve longe de merecer aplausos contra o Wydad, enquanto a defesa não foi suficientemente testada. Pode até ser que um ferrolho dê trabalho ao Grêmio, caso o time consiga ameaçar nas bolas paradas ou nos contra-ataques. Mas, a princípio, é um jogo para o time de Renato Portaluppi se impor e ganhar confiança. O risco de um novo Mazembe ou um novo Raja Casablanca parece bem pequeno.