Mundial de Clubes

‘Que time envolveu o Manchester City por 15, 20 minutos? O Fluminense’, afirma um satisfeito Fernando Diniz

Em coletiva após vice no Mundial de Clubes, Diniz fez questão de exaltar o Fluminense e seus jogadores, muito pela fidelidade aos ideais que levaram o clube até lá

Fernando Diniz perdeu a final do Mundial de Clubes para o Manchester City mas está orgulhoso. Feliz com seu Fluminense, que foi corajoso e, acima de tudo, fiel aos ideais do treinador de janeiro a dezembro. Em entrevista coletiva logo após a derrota na final, o técnico, que também é atualmente da Seleção Brasileira, fez questão de frisar o quão orgulhoso estava de seu time.

— Isso de envolver o Manchester City: qual time no mundo que conseguiu envolver o Manchester City durante 15, 20 minutos? Qual time envolveu mesmo? A gente envolveu — afirmou Diniz durante a entrevista coletiva.

Sem mostrar abatimento com a derrota, ele também desejou que craques do seu time, como Fábio, Felipe Melo e Marcelo, pudessem ser ‘dez anos mais novos', e afirmou que enxerga um ‘relaxamento natural' na equipe do Fluminense após a conquista inédita da Copa Libertadores, uma obsessão do clube e da torcida, segundo o próprio treinador.

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— Queria ter Felipe Melo, Marcelo, Ganso e Fábio 10 anos mais novos e jogar contra (o City). É diferente, não é igual. Monta o cenário para o jogo: para o Fluminense, a Libertadores é uma obsessão. A gente ganhou uma Libertadores e há um relaxamento natural dentro de uma história de 121 anos — explicou Diniz.

Para Diniz, orgulho foi o Fluminense ter sido fiel aos ideias que o levaram até o Mundial

Jogo rápido, de toque de bola, sem chutão. O estilo que Fernando Diniz conseguiu imprimir neste Fluminense foi a grande causa que levou o Tricolor à conquista inédita da Libertadores e, posteriormente, à final deste Mundial. E para o treinador, manter esse DNA mesmo diante do poderoso Manchester City, praticante do melhor futebol do planeta, é motivo de (muito) orgulho.

— O Fluminense foi Fluminense do começo ao final do ano. Isso me traz muita satisfação. Obviamente que o resultado é muito amargo, ruim para caramba, mas a maneira que o Fluminense se portou é o Fluminense que a gente gosta de ver, com coragem para fazer as coisas e não se submetendo a ninguém — ponderou Diniz.

Diniz diz que diferença financeira não é a explicação para tudo

Questionado também na coletiva se enxergava a disparidade financeira como um dos principais fatores que levou à goleada por 4 a 0, Diniz fez contextualizar a hipótese. Para o treinador do Fluminense, levar em conta apenas a questão do investimento dos times, que realmente tem uma diferença brutal, é simplificar demais uma questão muito mais profunda. Mas, claro, falou que o abismo financeiro entre as equipes é um evidente fator de desvantagem não apenas para o Flu, mas para para clubes sul-americanos como um todo.

— Não é que falte só dinheiro. Aí é simplificar demais. Por que você acha que o André provavelmente vai ser vendido? Por conta do dinheiro. Por que o Guardiola trabalha lá? Muito por conta porque é bem remunerado. Ele não vai sair do Manchester e vir para o Fluminense para receber o que eu recebo. Então você vai acumulando um monte de coisas que o dinheiro te favorece. Não é só o dinheiro. O dinheiro tem muito a ver com isso. Junto com o dinheiro você consegue melhor entretenimento, os melhores campos, traz os melhores jogadores, tem a melhor estrutura, os melhores aparelhos. Você vai colocando tudo o que há de melhor. A diferença é essa: não é só o dinheiro, mas é muito por conta do dinheiro — afirmou Diniz.

Diferença de preparação para Libertadores e para o Mundial foi crucial, analisa Diniz

Outro ponto levantado pelo treinador do Fluminense para justificar a derrota foi o período de preparação que o Tricolor teve para o Mundial de Clubes, muito menor do que teve para a Libertadores. O time carioca se sagrou campeão sul-americano em 4 de novembro e, menos de um mês e meio depois, já estava lutando contra o Manchester City. Para a competição continental, tanto Diniz quanto seus jogadores tiveram 2023 para se preparar.

— Nos preparamos o ano inteiro para a Libertadores, não nos preparamos o ano inteiro para o Mundial. Fomos nos preparar de fato para o Mundial quando chegou aqui na Arábia. Acho que a fizemos um jogo digno. Levamos um gol aos 50 segundos… Não era o objetivo claro da temporada chegar aqui e disputar a final do Mundial. Só conseguimos passar pela semi porque trabalhou muito — analisou.

Foto de Caio Blois

Caio Blois

Caio Blois nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e se formou em Jornalismo na UFRJ em 2017. É pós-graduado em Comunicação e cursa mestrado em Gestão do Desporto na Universidade de Lisboa. Antes de escrever para Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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