Benfica x Chelsea: Superioridade inglesa pode depender de ousadia pela qual Maresca já é conhecido
Ingleses e portugueses tem confronto esperado, mas "invertido" no Mundial
O Benfica garantiu sua vaga nas oitavas de final do Mundial de Clubes ao sair invicto de um grupo com Bayern de Munique e Boca Juniors. O Chelsea, derrotado pelo Flamengo, passou de fase em segundo lugar. E ambos se enfrentarão neste sábado (28).
Antes do início da competição, era esperado que o confronto acontecesse, mas no inverso: os Blues passando em primeiro, enquanto os lusitanos em segundo. A partida, apesar de parecer equilibrada, pode ter superioridade inglesa por um motivo em especial.
Benfica x Chelsea – Mundial de Clubes
- Data e horário: sábado, 28 de junho, às 17h (horário de Brasília)
- Local: Bank of Americas Stadium, Charlotte, Carolina do Norte;
- Transmissão: Globo (TV aberta), SporTV (TV fechada), CazéTV (YouTube) e DAZN (streaming).
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O motivo da superioridade do Chelsea sobre o Benfica
Para além da diferença no investimento e no valor dos elencos, o clube inglês pode usar de uma das principais armas de Enzo Maresca para tocar na ferida da equipe comandada por Bruno Lage.
A forma como o Chelsea usa seus laterais pode ser impactante no duelo contra o Benfica. No primeiro jogo do Mundial, na vitória contra o LAFC, Marc Cucurella exemplificou essa ideia com maestria:
- No primeiro tempo, atuou como um meia criativo, mais avançado, no meio-espaço esquerdo, dando a lateral para Noni Madueke, enquanto Romeo Lavia e Moises Caicedo eram os volantes;
- No segundo tempo, Enzo Fernández entrou no lugar de Lavia, ocupando a função e o espaço de Cucurella. O lateral, então, se tornou o volante ao lado de Caicedo.

Essa mudança ocorre constantemente no Chelsea: estar é diferente de chegar. A troca de posições e ocupações de espaço pode ser o trunfo para os Blues furaram a defesa do Benfica, da forma que o Bayern não conseguiu no último jogo da fase de grupos, quando perderam por a 1 a 0.
Como o Benfica segurou o Bayern
Com o gol aos 13 minutos, a equipe portuguesa defendeu em bloco baixo praticamente todo o jogo e não foi vazada. Segundo dados da Fifa, em 54% do tempo defendendo, o Benfica esteve em bloco baixo — um número muito grande.
Além disso, por mais que tenha se defendido perto do gol, o Benfica ainda não manteve seu bloco tão estritamente compacto nem tão recuado quanto se possa imaginar contra o Bayern.

O Benfica defendia com um bloco ligeiramente espaçado para o padrão de um time que defende tão forte dessa maneira, além de não estar grudado no gol: eram 20 metros de distância da meta. Em média, o bloco ficava praticamente na meia-lua.
Em comparação, o Flamengo, quando se defendeu contra o Chelsea, teve um bloco de apenas 32 metros de largura, bem mais concentrado do que o dos lusitanos. No entanto, a defesa benfiquista foi menos espaçada, com apenas 18 metros de distância entre o primeiro e o último defensor, em média.
É isso que o Chelsea precisa quebrar: abrir mais o espaço entre as linhas. E o trabalho dos laterais pode ser crucial para toda a engrenagem, uma vez que liberam meias como Enzo Fernández e Palmer para terem movimentos sincronizados com os pontas agressivos em situações de um contra um, como Pedro Neto e Madueke.
Prováveis escalações de Benfica x Chelsea
Benfica: Trubin; Aursnes, Silva, Otamendi, Carreras; Sanches, Barreiro; Di María, Prestiani, Schjelderup; Pavlidis. Técnico: Bruno Lage.
Chelsea: Sánchez; James, Adarabioyo, Colwill, Cucurella; Caicedo, Fernández; Neto, Palmer, Madueke; Delap. Técnico: Enzo Maresca.



