Mundial de Clubes

Bayern supera mística, show da torcida e mais para bater Boca Juniors e marca sul-americana

Xeneizes buscaram empate heroico, mas não conseguiriam segurar gigante alemão

A saga invicta dos times sul-americanos acabou no Mundial de Clubes. Contra o gigante Bayern de Munique no Hard Rock Stadium, o Boca Juniors saiu atrás do placar no começo do primeiro tempo e teve força (e sorte) para buscar o empate, mas o gigante alemão pressionou e buscou a vitória por 2 a 1, confirmando sua classificação às oitavas de final.

Melhores desde o começo, os Bávaros eram superiores em todos os aspectos. O gol de Harry Kane, aproveitando sobra da defesa em cruzamento de Laimer, fez justiça no placar com 17 minutos do jogo e parecia que viria mais. Mas não veio.

Os Xeneizes, sem jogar bem ou dar qualquer indício que empatariam, marcaram aos 20 do segundo tempo. Em passe de Alan Velasco, Merentiel, ex-Palmeiras, enganou Tah na corrida, deu uma meia-lua em Stanisic e marcou belo gol na saída de Neuer.

A partir daí, a torcida argentina, que já dava show, aumentou o som e fez de tudo para segurar o empate que deixaria tudo mais fácil para o Boca. Não deu. Na pressão final, Olise aproveitou sobra na área e marcou. Laimer ainda teve outro tento anulado por impedimento.

Boca Juniors ainda pode se classificar e enfrentar Flamengo

Sem chances de ser líder do grupo, sobra ao time argentino lutar pela segunda colocação — e é possível. A equipe de Miguel Ángel Russo precisa vencer o Auckland e contar que o Bayern de Munique vença o Benfica na rodada final, além de superar o saldo de gols: agora, os portugueses têm seis gols positivos e o Boca um negativo.

Ou seja, uma vitória sobre os amadores da Nova Zelândia por 5 a 0 junto de um triunfo dos Bávaros por 3 a 0 cumpre esse papel, sem precisar forçar para o critério de cartões amarelos. Caso avance em segundo, o Boca enfrenta o Flamengo, confirmado na liderança do grupo D.

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Bayern sufoca e domina a bola no 1º tempo

O time argentino quase que não teve a bola na primeira parte do jogo. Quando tinha, rapidamente a perdia e não conseguia diminuir o ímpeto alemão.

Os Bávaros, além do gol aos 17, tinham marcado, de forma irregular, um gol olímpico com Olise, o mesmo jogador que cruzou e viu todo mundo furar na área uma bola perigosa com 15 no relógio. Na sequência dessas chances, Gnabry ficou na cara do gol, tocou cruzado e Coman por pouco não alcançou a bola que passou de frente para o gol.

Marchesín não chegou a fazer grandes defesas, mas precisou trabalhar quando, de frente para Olise e Kane, desarmou como um zagueiro para evitar uma oportunidade clara do adversário.

Mesmo mal no jogo, o Boca conseguiu sair em uma sequência de ataques após meia hora de jogo. Primeiro, Zenón cobrou falta no meio do gol e Neuer precisou dar um soco na bola. Dois minutos depois, o arqueiro alemão trabalhou de novo em bomba do meia que ficou sozinho na área, mas não direcionou a finalização.

Harry Kane comemora gol do Bayern de Munique
Harry Kane comemora gol do Bayern de Munique (Foto: Imago)

Boca Juniors melhora e empata, mas não segura

A postura do lado argentino no retorno do intervalo foi muito melhor. Se defendia com qualidade — quase não sofria — e passou a atacar mais. Além do gol aos 20, Advincula teve uma subida perigosa que terminou com chute por cima do gol.

O Bayern demorou para entrar no jogo. Apesar de quase marcar em chutes de Kane e Olise no início, só foi assustar de verdade com o gol de Olise, seguido por tento de Laimer impedido e falta cobrada pelo autor do gol salvador na rede pelo lado de fora. No fim, justo o resultado.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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