Ligue 1Mundial de Clubes

Atuação de alto nível do Al-Hilal no primeiro tempo passou pelos pés de Carlos Eduardo

Em que pese a vitória inconteste construída no segundo tempo por 3 a 1, o Flamengo teve uma etapa inicial das mais difíceis contra o Al Hilal. Muito disso passou pelas atuações individuais dos sauditas Mohammed Al-Burayk, lateral, e Salem Al-Dawsari, atacante e autor do gol. Mas vale destacar também o domínio do time saudita no meio de campo – e, nesta história particular do duelo pela semifinal do Mundial de Clubes, o brasileiro Carlos Eduardo foi protagonista.

[foo_related_posts]

O jogador pouco atuou aqui no Brasil, com sua última passagem de maior destaque sendo pelo Fluminense, em 2009, quando fez parte da equipe que heroicamente evitou o rebaixamento e ainda foi vice-campeã da Sul-Americana. Portanto, para os milhões de brasileiros que acompanharam o duelo desta terça, este foi um cartão de visitas para o atleta de 30 anos.

O que as pessoas viram foi um volante de destaque, que ajudou a regular o controle dos sauditas no primeiro tempo com marcação de qualidade, saída de bola precisa e subidas boas ao ataque. Sua atuação, por si só, mereceria o destaque, mas fica ainda maior quando levamos em conta que na verdade Carlos Eduardo é um meia ofensivo, muito mais chegado a empilhar gols no campo adversário.

Desde 2015 no Al Hilal, o brasileiro já era conhecido por Jorge Jesus, com quem trabalhou entre julho de 2018 e janeiro de 2019. O camisa 3 e capitão do time saudita se tornou ídolo no clube asiático nesses mais de quatro anos, anotando 70 gols em 131 partidas. O desempenho na atual temporada do Campeonato Saudita é ainda mais prolífico em média, com oito gols em nove jogos.

Antes de brilhar no futebol asiático, rodou por clubes na Europa, principalmente em Portugal. O Estoril foi sua porta de entrada, onde seu trabalho lhe rendeu uma transferência para o Porto. Não teve sucesso nos Dragões e acabou emprestado ao Nice. Atuou por apenas uma temporada no sul da França, mas isso foi o suficiente para conseguir possivelmente sua maior honra individual.

Em 26 de outubro de 2014, o Nice goleou fora de casa o Guingamp por 7 a 2, e Carlos Eduardo marcou nada menos do que cinco gols. Aquela foi a primeira vez que um jogador balançara a rede cinco vezes em um só jogo de Ligue 1 desde 1984, quando Tony Kurbos conseguiu a façanha pelo Metz. Mais do que isso, a atuação de Carlos Eduardo foi a primeira performance no Campeonato Francês a receber a famosa nota 10 do L’Équipe. O feito só foi repetido por Neymar, no 8 a 0 do PSG contra o Dijon.

Fora da Ligue 1, outros nove jogadores conseguiram a avaliação máxima, incluindo Robert Lewandowski no 4 a 1 do Dortmund contra o Real Madrid, Messi em duas oportunidades, e Tadic e Lucas Moura, na temporada passada da Champions League.



Vinculado ao Al-Hilal até apenas junho de 2020, podendo assinar pré-contrato com outras equipes a partir de janeiro, Carlos Eduardo deve ter atraído olhares de muitos clubes em busca de reforçar seu elenco com um bom goleador – que, olha só, trabalha muito bem em uma posição mais defensiva.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo