Mundial de Clubes

Após desistência do Japão, África do Sul quer sediar o Mundial de Clubes

Presidente da Associação Sul-Africana diz que fará reunião com a Fifa para definir como ser candidato a sediar o Mundial de Clubes

A África do Sul tem interesse em ser sede do Mundial de Clubes, segundo o presidente da Associação Sul-Africana de Futebol, Danny Jordaan. O Japão desistiu de sediar o evento por causa da COVID-19, que impõe restrições que tornariam o evento caro para ser realizado, já que não teria a receita de bilheteria.

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Danny Jordaan contou à agência AP que irá se encontrar com a secretária-geral da Fifa, Fatma Samoura, em Lagos, na Nigéria, nesta semana para saber em mais detalhes que tipo de candidatura a África do Sul precisa apresentar à entidade para poder sediar o evento. O Mundial de Clubes é disputado em dezembro com sete clubes, incluindo o campeão do país-sede.

Para poder sediar um evento como o Mundial de Clubes, a Associação Sul-Africana de Futebol precisa da aprovação governamental e, por isso, Danny Jordaan diz que já tem reunião marcada com o ministro do esporte do país. “Saberemos nossa posição até o final da semana”, disse o dirigente à AP.

A África do Sul tem estrutura para sediar o Mundial de Clubes porque tem vários estádios prontos usados para a Copa de 2010.

Situação da pandemia é crucial para candidatura ser viável

Danny Jordaan, presidente da Associação Sul-Africana de Futebol (Imago / OneFootball)

A candidatura sul-africana depende de como a pandemia de COVID-19 irá se desenvolver. Houve um aumento de casos no meio do ano, mas a situação melhorou nas últimas duas semanas. Além disso, o país teve muitos casos da variante beta, o que fez com que viajantes que passassem por lá tivessem restrições para entrar em outros lugares, como no Brasil.

 O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa anunciou o afrouxamento de algumas restrições sanitárias neste domingo. O governo também prepara planos para permitir a volta de torcedores aos estádios. É provável que seja exigido o passaporte de vacina, segundo o presidente do país.

Se o governo liberar torcedores nos estádios, a ideia de uma candidatura para o Mundial de Clubes se fortalece. Nenhum esporte teve público na África do Sul desde o início da pandemia. A Fifa não gostaria que o torneio fosse jogado de portões fechados e, por isso, esse deve ser um fator importante. Danny Jordaan diz que sabe da ideia do governo, que está pronto para voltar a liberar torcedores nos estádios.

A África do Sul é o país mais afetado pela pandemia da COVID-19 – ou, ao menos, aquele que mais rastreou os casos. São mais de 2,8 milhões de casos e 84 mil mortes. No domingo, houve menos de 4 mil novos casos, reduzindo bastante o número que era de 20 mil há poucos meses.

A Fifa planejou ter um Mundial de Clubes com 24 equipes, que seria disputado pela primeira vez neste ano de 2021, na China. A pandemia da COVID-19, porém, mudou essa perspectiva e o torneio foi inicialmente adiado. O formato com sete clubes foi estendido ao menos por mais este ano de 2021.

Por que o Japão desistiu do Mundial de Clubes se sediou as Olimpíadas?

A Olimpíada é um evento que geraria muito custo para ser cancelado, mesmo com a pandemia. O adiamento de 2020 para 2021 foi a solução encontrada, mas foi, como seria de qualquer forma, imperfeita. Assim, o evento foi disputado, mas com servas restrições – uma delas, a ausência de público. Segundo a agência EFE, a multa para cancelamento da Olimpíada seria de 1,81 milhão de ienes, algo em torno de US$ 16,6 bilhões. O dado citado pela agência espanhola foi do Instituto japonês de pesquisa Nomura.

O Mundial de Clubes tem uma situação diferente. Porque a organização do torneio gera, evidentemente, menos dinheiro e o principal atrativo para o país organizador é o lucro com bilheteria. Sem isso, há outras receitas, mas elas são menores e, diante da situação do país, com a pandemia ainda bastante ativa e com opinião pública por vezes sendo contrária, o Japão decidiu que era melhor desistir.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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