Mundial de Clubes

No caminho do Fluminense, Al-Ittihad massacra Auckland City e avança no Mundial de Clubes

Benzema, Romarinho e Kanté cravaram na classificação do Al-Ittihad, que está no mesmo lado do Fluminense no Mundial

O Al-Ittihad não teve muitas dificuldades para amassar o Auckland City nesta terça-feira (12), pela primeira fase do Mundial de Clubes. A equipe saudita fez 3 x 0 ainda no primeiro tempo e manteve a vantagem sem sustos na etapa final. O brasileiro Romarinho, completando 30 anos hoje, marcou o primeiro, N'Golo Kanté o segundo e Karim Benzema fechou a vitória absoluta.

Agora, na segunda fase, o Ittihad treinado por Marcelo Gallardo enfrenta o Al Ahly nesta sexta (15). Quem vencer neste confronto pega o Fluminense de Fernando Diniz na semifinal, disputada na segunda (18).

O modesto Auckland, maior participante do Mundial de Clubes com 11 presenças, somou a nona eliminação na primeira fase. A melhor campanha até hoje dos neozelandeses foi um terceiro lugar, em 2014.

Al-Ittihad domina Auckland, que sentiu primeiro gol e tomou dois em sequência

O Al-Ittihad começou mostrando que queria dar uma resposta a torcida que apoiava nas arquibancadas. A formação era extremamente ofensiva (também, pela postura recuada do adversário), com os dois zagueiros na saída e o apoio dos três meio-campistas logo a frente. Os dois laterais, Muhannad Shanqeeti (direito) e Zakaria Al Hawsawi (esquerdo), se lançavam ao ataque e ficavam bem abertos no campo. Com isso, todo o talento do time ficava no corredor central com Karim Benzema, Romarinho e Igor Coronado, além de N'Golo Kanté e Fabinho.

O Auckland apostou em um 5-4-1 bem recuado nesses minutos iniciais de intensidade do time adversário e quase foi punido por isso. A pressão e domínio dos sauditas resultou em chute perigoso de Romarinho antes de dois minutos no relógio. Passe de Fabinho no meio quebrou todas as linhas, Coronado carregou e serviu o camisa 90, que bateu colocado e a bola quase foi no ângulo.

A equipe vencedora da Oceania soube respirar após sofrer a pressão inicial e começou a dar das as primeiras escapadas ao ataque, sem muita precisão, mas mostrando que gosta de utilizar bem os alas e deixar a bola passar muito pelo capitão Cameron Howieson. Foi o único momento tranquilo para o Auckland na partida.

Voltando a se postar no ataque, o Ittihad rodou a bola e conseguiu desatar o nó da defesa adversária a partir da movimentação de Kanté, nas costas do ala direito, recebendo na área e cruzando rasteiro. A defesa afastou mal e Coronado, quase na marca do pênalti, teve o gol aberto e mandou por cima. Logo depois, o time neozelandês mostrou sua fragilidade em bolas alçadas na área e Benzema recebeu, dominou e girou finalizando, sem direção.

O Al-Ittihad pressionava de forma individual e dava dor de cabeça para o adversário tentar sair jogando. Foi dessa forma que Benzema ficou na cara do goleiro, após vacilo de Regont Murati, mas o francês bateu fraquinho, para fácil defesa de Conor Tracey. Outro bom caminho para a equipe de Marcelo Gallardo criar era com associações de passe por dentro, usando e abusando da qualidade dos jogadores, e buscando os laterais, sempre abertos pelos lados. Assim que Shanqeeti quase marcou, ao bater cruzado e a bola passar rente a trave.

O gol estava amadurecendo e finalmente veio aos 28 minutos. Em transição muito rápida pela esquerda, Coronado tocou para Al Hawswi, bem aberto no campo, que chegou cruzando rasteiro para trás. A bola chegou do outro lado, perfeita para Romarinho bater de primeira e marcar. O chute ainda bateu no zagueiro antes de entrar. O brasileiro estava quente, a fim de cravar mais, e quase fez um golaço na sequência, pegando um sem-pulo de fora da área e o goleiro intervindo.

A equipe da Nova Zelândia sentiu o golpe e passou a dar ainda mais espaços. O Ittihad sentiu o cheiro de sangue e fechou a partida com mais dois gols, aos 34 e 41. No primeiro, Kanté pegou a sobra de um escanteio e bateu bonito, de primeira, direto para o gol. Depois, uma linda trama de passes, na qual o meio-campista francês de um toque perfeito de letra para deixar Al Hawswi sozinho na área, Benzema recebeu na pequena área para fazer o terceiro sem goleiro.

Chato, 2º tempo termina sem emoções

Sem trocas no intervalo, o jogo voltou com um ritmo devagar. Quando queria, pela fragilidade defensiva do Auckland, o Tigre, como é conhecido o Al-Ittihad, arriscava e conseguia assustar. Benzema quase fez um gol de placa limpando todo mundo pela direita e parando só no goleiro adversário, que voltou a trabalhar em tentativa de longe de Faisal Al-Ghamdi.

O aniversariante Romarinho, voltando de lesão, foi substituído antes dos 15 minutos da etapa final e Jota entrou na partida. Vale destacar que o atacante português só não saiu do Al-Ittihad porque não deu tempo de concluir o empréstimo ao Al-Ettifaq no último dia da janela de transferências, em setembro.

Depois, uma troca do clube neozelandês marcou a história do Mundial de Clubes. O argentino Emiliano Tade entrou em campo e marcou seu 12º jogo pela competição, empatando com o egípcio Hussein El Shahat como o jogador com mais jogos. No entanto, El Shahat ainda pode jogar nessa edição pelo Al Ahly e retomar o recorde.

Já com o jogo sem graça, sem ritmo, Coronado quase fez um golaço. De longe, o brasileiro deu uma chapada quase perfeita e o goleirão Tracey brilhou ao se esticar todo e defender. O Auckland até tentava atacar e se soltou mais nessa etapa final. Só que faltou direção, tanto que o brasileiro Marcelo Grohe não fez nenhuma defesa.

Sabendo que joga daqui a três dias, Marcelo Gallardo passou a poupar alguns dos titulares, tirando Kanté e Coronado, e depois Al-Ghamdi e Al Hawsawi. Em mais de três de acréscimos, pouco aconteceu, além de uma tentativa de Benzema no meio do gol, e foi confirmada a classificação dos sauditas.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius é nascido e criado em São Paulo e jornalista formado pela Universidade Paulista (UNIP). Escreveu sobre futebol nacional e internacional no Yahoo e na Premier League Brasil, além de esports no The Clutch. Como assessor de imprensa, atuou no setor público e privado.
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