Mundial de Clubes

Al Ahly fica em terceiro no Mundial de Clubes — o que é gigante para eles e futebol africano

Foi a quarta conquista de terceiro lugar da equipe egípcia em nove participações na competição

Em um jogo muito movimentado, o Al Ahly, do Egito, bateu o japonês Urawa Red Diamonds em Jeddah, na Arábia Saudita, para ficar com o terceiro lugar do Mundial de Clubes: 4 a 2.

Está é a quarta vez que o time do Egito fica com o terceiro lugar, em nove participações no torneio: 2006, 2020, 2021 e 2023.

Os gols da equipe egípcia foram de Yasser Ibrahim, Percy Tao, Maaaloul e contra. Kante e Scholz descontaram para a equipe japonesa.

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Al Ahly começa mais ligado

O primeiro tempo mostrou um Al Ahly muito focado e um Urawa um tanto perdido com a marcação alta da equipe africana. Antes de o time egípcio abrir o placar, aos 18 minutos, o Urawa já vinha merecendo ser vazado.

O primeiro gol da partida veio aos 18, em cobrança de escanteio para trás, numa jogada ensaiada. Após chute de fora da área de Hahny, Nishikawa deu rebote na entrada da pequena área.

Com tranquilidade, o volante Yassser Ibrahim ajeitou o corpo e bateu sem defesa para o goleiro japonês.

Não demorou para o Ahly ampliar, em mais uma falha do sistema defensivo da equipe japonesa. Scholz e Ito se atrapalharam na saída de jogo, e a bola sobrou para o sul-africano Percy Tau completar para a rede, da meia-lua.

Curiosamente mais calmo depois de levar dois gols, o Ahly descontou no fim do primeiro tempo. Em seu último jogo na carreira, José Kante aproveitou uma bola mal afastada na entrada da área e bateu de esquerda para diminuir.

Urawa acorda, mas não muito

A equipe japonesa voltou mais concentrada no segundo tempo. E, logo aos 8, Scholz, que errara no segundo gol egípcio, empatou o jogo em cobrança de pênalti com muita categoria.

Logicamente, o 2 a 2 empolgou o Urawa, que parecia que ia crescer no jogo. O crescimento até veio, mas, aos 14, o Ahly ampliou.

Em jogada pela esquerda. Maaloul pegou de esquerda e a bola desviou na zaga, enganando o goleiro Nishikawa. Aos 17, Kouka ampliou de cabeça, mas o lance acabou anulado por impedimento. Sem escolha, os japoneses partiram para o ataque, dando contra-ataques para o Ahly.

Após cobrança de falta, aos 27, a equipe do Cairo teve chance de matar o jogo. Na viagem da bola para a área, a árbitra Tori Penso viu um pênalti em Fouad.

O lance foi muito duvidoso, e pareceu mais um contato normal de Sakai com o zagueiro do Ahly. A cobrança de Maaloul foi péssima, fraca e pouco angulada, de pé esquerdo. Nishikawa ganhou no canto direito e agarrou sem dar rebote.

Na reta final da partida, o jogo ficou dinâmico. O time japonês se abriu totalmente, chegando a ficar com cinco atacantes em campo ao mesmo tempo.

Aos 40, Scholz concluiu de dentro da pequena área, em jogada de escanteio, e El Shenawy colocou pra escanteio.

Apesar dos nove minutos de acréscimo, os japoneses não conseguiram buscar o empate que levaria a partida para os pênaltis.

Em vez disso, levaram o quarto, aos 53, em cobrança de falta perfeita de Maaloul – bem diferente do que ele fizera no pênali perdido.  E o Al Ahly ficou mesmo com o bronze.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.
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