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Foi emocionante ver o tributo que a seleção mexicana prestou às vítimas do terremoto

Já garantido na Copa do Mundo, o México entrou em campo nesta sexta para manter o embalo e tentar melhorar seus números no Ranking da Fifa. Conseguiu arrancar uma vitória emocionante por 3 a 1, de virada, em partida que não parecia tão promissora contra a lanterna Trinidad e Tobago. Os visitantes abriram o placar aos 21 do segundo tempo, em tiro de Shahdon Winchester. O empate saiu 12 minutos depois, graças a Hirving Lozano. E a torcida pôde comemorar o triunfo a partir dos 42, quando Chicharito Hernández fez a multidão explodir, antes que Héctor Herrera completasse a festa cobrando falta. O futebol, entretanto, acabou servindo de complemento às fortes emoções vividas no Estádio Alfonso Lastras Ramírez, em San Luis Potosí. Será uma noite lembrada por muito tempo, diante das homenagens que os mexicanos prestaram às vítimas do terremoto que assolou o país.

Este foi o primeiro compromisso da seleção desde o desastre. E os tributos antes do apito inicial foram mais do que pertinentes. A banda da Marinha executou o hino nacional, com uma bandeira enorme se estendendo no campo, e também tocou o clássico ‘Cielito Lindo’, canção-símbolo para os mexicanos, que acaba tendo tanto significado neste momento. Os jogadores entregaram camisas a representantes das forças armadas, da Cruz Vermelha e de outras equipes envolvidas no resgate. Além disso, também esteve em campo a cadela Frida, que se tornou heroína nacional por salvar 12 pessoas dos escombros em Oaxaca. A torcida gritou o nome da labradora.

Já a cena mais tocante veio durante o respeito de um minuto de silêncio em memória dos mortos. Enquanto uma corneta tocava a marcha fúnebre, os jogadores ergueram o braço direito com o punho cerrado. Gesto repetido também pelos torcedores. Nas arquibancadas, era possível ver diversos cachecóis com a mensagem #FuerzaMexico, produzido pela própria federação, cujo dinheiro arrecadado será revertido a fundos de apoio aos afetados pelo terremoto. De arrepiar:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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