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França precisará ser acima da própria média para ir à Copa

A França se complicou, e muito, com a derrota de hoje para a Ucrânia. Reverter o 2 a 0 na volta será uma tarefa muito difícil para os Bleus, principalmente pela ineficência ofensiva apresentada na fase de grupos das Eliminatórias. Os ucranianos também reproduziram o que fizeram durante a fase inicial das Eliminatórias: defesa consistente e ataque efetivo. A última vez que a França ficou de fora de um Mundial foi em 1994, e as atuais circunstâncias tornam muito possível que a sequência de classificações seja quebrada em 2014.

O primeiro tempo evidenciou bastante as falhas na equipe comandada por Didier Deschamps. Mesmo com ótimos nomes no setor ofensivo, muita habilidade e controle de bola, faltou ao time objetividade na hora do passe final e da criação de jogadas. A etapa inicial teve apenas uma finalização francesa, mesmo com a posse de bola quase sempre acima de 60%. A Ucrânia pouco ficou com a redonda, mas criou mais oportunidades quando a teve: três finalizações.

Deschamps sabia que seus comandados tinham que dar uma resposta ao fraco primeiro tempo, e a conversa deve ter sido boa, pois a equipe voltou em um ritmo mais acelerado e passou a finalizar. No entanto, não foi suficiente. Roman Zozulya concluiu ótima jogada coletiva da seleção ucraniana para abrir o placar aos 16 minutos da segunda etapa.

Laurent Koscielny poderia ter sido o herói da França neste jogo de ida. O zagueiro quase empatou de cabeça aos 35 minutos da etapa final, em lance em que Andriy Pyatov saiu caçando borboletas. O atleta do Arsenal, no entanto, conseguiu fazer completamente o contrário. Um minuto após a chance desperdiçada, cometeu pênalti estúpido em Zozulya, convertido por Andriy Yarmolenko. Como se não fosse o bastante, Koscielny agrediu Olexandr Kucher aos 45 do segundo tempo e foi expulso diretamente. Em dez minutos, o beque deu uma ótima lição de como colocar tudo a perder da forma mais rápida possível.

Mesmo assim, não é hora de jogar toda a culpa do revés no zagueiro. O time, como conjunto, não foi bem. Colocou-se em uma enrascada da qual será difícil sair. Precisará agora fazer o que não fez durante a fase de grupos das Eliminatórias: gols. Em oito jogos, foram 15 marcados, média de 1,87. Serão necessários dois apenas para levar à prorrogação, isso se não sofrer nenhum gol na França. Deschamps precisará mudar completamente a postura de sua equipe para alcançar seu objetivo. Em 2010, os Bleus tiveram a “sorte” como amiga na hora de se classificar contra a Irlanda. Desta vez, parece estarem por conta própria.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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