Venda de Kaká é “necessidade financeira”

A provável venda de Kaká para o Real Madrid se justifica por uma necessidade financeira do Milan, afirmou nesta quinta-feira o administrador delegado Adriano Galliani. As declarações do homem-forte do futebol rossonero à Gazzetta dello Sport, reproduzidas no site oficial do clube, são as mais próximas da confirmação da saída do brasileiro até agora.
No início da semana, Galliani esteve em Madri e se reuniu com Florentino Pérez, recém-eleito presidente dos Merengues. Em pauta, esteve a negociação de Kaká, que gerou manchetes na mídia internacional dando conta de que um acordo já estaria fechado por um valor em torno de € 65 milhões.
“Não podemos nos permitir perder € 70 milhões por ano”, afirmou o dirigente. “As razões da saída de Kaká seriam econômicas. O Real fatura quase o dobro do Milan, tem um estádio próprio, não divide receitas de televisão com outros clubes, é ajudado por um regime fiscal que lhe permite oferecer salários mais altos pelo mesmo valor bruto”.
Galliani descartou ainda a hipótese de negociação de Kaká com o Chelsea: “Ele vai para o Real ou fica no Milan. É a sua vontade e estamos de acordo. (…) A negociação existe, mas o acordo não está selado. Todos pensamos com o coração, mas os números são tão grandes que é preciso raciocionar e fazer as contas”.
“Kaká sempre se comportou bem conosco, nunca pediu melhoramentos ou prolongamento de contrato. Ficou aqui por seis anos, conquistando tudo o que havia para conquistar. Não quero ser chato, mas a raiz do problema é econômica: a Itália perdeu competitividade e a Serie A tem de lutar para não ser superada por outros campeonatos, depois de perder terreno em relação a Espanha e Inglaterra”, lamentou.
Perguntado por que não se concretizou a venda de Kaká no início do ano para o Manchester City, por mais de € 100 milhões, Galliani justificou: “Ele não aceitava ir para Manchester, mas para Madri aceitaria”.
O futuro
Galliani afirmou que não haverá outras saídas importantes caso se confirme a venda de Kaká: “Se ele sair, chegará um grande atacante. Será um meia-atacante, já que jogaremos no 4-3-1-2, e se sair Kaká serve alguém da mesma posição. Será um grande atacante, como é um grande zagueiro Thiago Silva, que substitui nosso imenso Paolo Maldini. Tudo que é feito no Milan é ponderado”.
“Há uma negociação por Kaká, os outros grandes jogadores são inegociáveis: Pato, Pirlo e Seedorf”, argumentou o diretor, negando os rumores de uma negociação de Pato com o Chelsea. “O Milan está pronto para recomeçar. Muitas vezes fomos dados por acabados e voltamos a vencer”.



