Itália

Tolói está cheio de moral: capitão, 200 jogos pela Atalanta e agora a primeira convocação para a Itália

Capitão da Atalanta desde o afastamento de Papu Gómez por Gian Piero Gasperini, no começo de dezembro, Rafael Tolói completou 200 jogos pelo clube de Bergamo esta semana, contra o Real Madrid, pelas oitavas de final da Champions League e nesta sexta-feira foi convocado pela primeira vez para defender a seleção italiana.

Tolói foi chamado por Roberto Mancini na primeira oportunidade, após ter seu pedido para mudar de nacionalidade no futebol internacional aprovado pela Fifa em fevereiro. Embora tenha atuado pelo sub-20 do Brasil, o ex-zagueiro do São Paulo e do Goiás nunca defendeu o time principal da Seleção.

Tolói tem residência fixa na Itália desde 2015, quando foi vendido pelo São Paulo para a Atalanta, e completou os cinco exigidos para a naturalização – antes, em 2014, havia passado cinco meses emprestado à Roma. Desde então, tem sido um dos principais jogadores de um dos times mais interessantes da Itália, sempre sendo escolhido por Gasperini quando não está suspenso ou machucado, o que acontece pouco. O único período mais prolongado com problemas físicos foi na segunda metade da temporada 2018/19.

Apesar de ter se firmado em uma equipe forte de uma liga forte, nunca ganhou sequer uma olhadinha mais de perto do técnico Tite e agora, aos 30 anos, tentará convencer Roberto Mancini a integrá-lo a uma defesa que pode contar com nomes como Chiellini, Bonucci e Romagnoli para disputar a Eurocopa ao fim da temporada.

O meia Matteo Ricci, do Spezia, foi a outra novidade da lista de 38 jogadores convocados por Mancini para os três primeiros jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo do Catar, contra Irlanda do Norte, Bulgária e Lituânia, entre 25 e 31 de março.

A sua convocação, porém, como as de Alessandro Bastoni, Nicolò Barella e Stefano Sensi, todos da Internazionale, precisa ser aprovada pelas autoridades sanitárias, após surtos de Covid-19 nos elencos dos dois clubes.

Os 38 convocados:

Goleiros: Alessio Cragno (Cagliari), Gianluigi Donnarumma (Milan), Alex Meret (Napoli), Salvatore Sirigu (Torino)

Defensores: Francesco Acerbi (Lazio), Alessandro Bastoni (Inter)*, Cristiano Biraghi (Fiorentina), Leonardo Bonucci (Juventus), Giorgio Chiellini (Juventus), Giovanni Di Lorenzo (Napoli), Emerson Palmieri (Chelsea), Gian Marco Ferrari (Sassuolo), Alessandro Florenzi (Paris Saint Germain), Manuel Lazzari (Lazio), Gianluca Mancini (Roma), Leonardo Spinazzola (Roma), Rafael Toloi (Atalanta)

Meias: Nicolò Barella (Inter)*, Gaetano Castrovilli (Fiorentina), Bryan Cristante (Roma), Manuel Locatelli (Sassuolo), Rolando Mandragora (Torino), Lorenzo Pellegrini (Roma), Matteo Pessina (Atalanta), Matteo Ricci (Spezia)*, Stefano Sensi (Inter)*, Roberto Soriano (Bologna), Marco Verratti (Paris Saint Germain);

Atacantes: Andrea Belotti (Torino), Domenico Berardi (Sassuolo), Federico Bernardeschi (Juventus), Francesco Caputo (Sassuolo), Federico Chiesa (Juventus), Stephan El Shaarawy (Roma), Vincenzo Grifo (Friburgo), Ciro Immobile (Lazio), Lorenzo Insigne (Napoli), Moise Bioty Kean (Paris Saint Germain).

*Convocação pendente até a liberação das autoridades sanitárias


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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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