Itália

Theo Hernández: “Hakimi e eu não jogávamos muito no Real Madrid. A melhor coisa foi ter saído”

É muito bem documentado como o Real Madrid tem uma tendência a deixar talentos jovens escaparem pelos seus dedos. Haverá no próximo domingo um jogo emblemático nesse sentido, com Theo Hernández de um lado e Achraf Hakimi do outro, dois laterais que não tiveram muitas chances no Santiago Bernabéu, mas que agora estão entre os melhores da posição e prestes a brigar pelo primeiro lugar da Serie A no clássico entre Milan e Internazionale.

A trajetória de ambos são diferentes, mas, em comum, nenhum deles chegou sequer a 25 jogos pelo Real Madrid antes de irem embora. “Estávamos no Real Madrid e não jogávamos muito”, afirmou Hernández ao DAZN. “O melhor que poderíamos fazer era ir embora porque, se você não joga, você não é feliz e você não tem as oportunidades que gostaria de ter”.

Formado na base do Atlético de Madrid, Hernández vazou antes de fazer sua estreia pelo clube principal. Segundo um comunicado dos colchoneros em 2017, anunciando a venda do jogador ao rival, ele rejeitou propostas para renovar contrato e também de outros clubes europeus, sempre repetindo que desejava defender o Real Madrid.

Cuidado com o que deseja: Hernández ficou apenas uma temporada no Bernabéu, com 23 jogos. Foi emprestado à Real Sociedad no ano seguinte e acabou vendido ao Milan, em 2019. Atualmente, não é apenas um dos melhores laterais do Campeonato Italiano, mas um dos melhores jogadores.

Hakimi foi formado na base do Real Madrid e pelo menos teve experiência no Castilla. Chegou ao time principal na mesma temporada que Hernández, a última da primeira passagem de Zidane, e jogou ainda menos, apenas 17 vezes. Nos dois anos seguintes, foi emprestado ao Borussia Dortmund, pelo qual começou a mostrar seus atributos, especialmente no setor ofensivo. Ao fim da cessão temporária, o Real Madrid aproveitou para fazer dinheiro com ele e o vendeu por € 40 milhões à Internazionale.

Em seus primeiros meses em Milão, Hakimi ainda estava se adaptando e chegou a ser cobrado por Antonio Conte para melhorar a parte defensiva. Firmou-se como titular e disputou os 90 minutos de oito das últimas nove rodadas da Serie A.

“Hakimi e eu fizemos o melhor que podíamos e agora estamos aqui em Milão. Acharf é um jogador incrível, ele tem muito talento, velocidade, qualidade, somos muito similares”, elogiou Hernández. “Não lhe direi nada antes do dérbi. Em campo, somos inimigos, mas fora dele, somos bons amigos”.

A Internazionale superou o Milan na tabela de classificação no último fim de semana e chegará ao clássico com um ponto de vantagem na liderança.

.

Mostrar mais

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo