Itália

Tevez e Higuaín destruíram, mas foi Rafael quem venceu Buffon e deu a Supercopa ao Napoli

A Supercopa da Itália pode não ser título de primeira importância. Independente disso, Juventus e Napoli fizeram uma decisão divertida de se assistir nesta segunda-feira. O jogo realizado em Doha, para caçar alguns níqueis catarianos, contou com muita vontade das duas equipes. Enquanto a bola rolou, prevaleceu o faro de gol argentino: Tevez e Higuaín marcaram dois gols cada, fazendo o 1 a 1 do tempo normal virar 2 a 2 na prorrogação. Para, nos pênaltis, Rafael se consagrar no duelo com Buffon. O brasileiro defendeu duas cobranças e, por 6 a 5, o Napoli evitou que a Juve conquistasse o seu terceiro título consecutivo no torneio.

Tevez precisou de apenas cinco minutos para mostrar o seu cartão de visitas. O craque aproveitou duas enormes pixotadas da defesa celeste e saiu na cara do gol, finalizando por entre as pernas de Rafael. Contudo, o Napoli não se entregaria tão rápido. E, buscando a pressão, arrancou o empate no segundo tempo. Jonathan De Guzmán fez grande jogada pela ponta esquerda e cruzou na medida para Higuaín completar de cabeça.

Sem mais gols nos 90 minutos, a decisão seguiu para a prorrogação. Quando novamente o talento de Tevez ficou evidente. Após jogada de Pogba, o camisa 10 deu uma linda finta para chutar no cantinho, sem nem dar tempo de reação para Rafael. O problema é que os napolitanos seguiam acreditando. E no penúltimo minuto da partida, Higuaín apareceu para salvar. O gol que levaria o duelo para os pênaltis e consagraria os celestes.

A falta de pontaria da Juventus pesou mais do que o talento de Buffon na marca da cal. O capitão defendeu três chutes do Napoli, só que não contou com a colaboração dos companheiros. Tevez carimbou a trave, enquanto Roberto Pereyra isolou. Melhor para Rafael. O brasileiro encaixou a cobrança de Chiellini e se esticou para espalmar o arremate de Padoin, que garantiu a taça para os celestes. Mais importante que ser protagonista em um clube, no entanto, é sair vitorioso no confronto com uma lenda do porte de Buffon. Para aumentar a confiança de Rafael e valorizar ainda mais o seu trabalho na meta napolitana.

Abaixo, o pênalti decisivo que consagrou o Napoli:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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