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Uma Vecchia Signora à la Conte

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Antonio Conte foi um jogador com uma característica marcante em seus 19 anos de carreira: raça, muita raça, sempre. Passou 12 anos na Juventus e, mesmo sem ser brilhante, tornou-se ídolo e um líder dentro de campo. Assumiu, como técnico, o comando dos bianconeri no início desta temporada com a missão de reconstruir o time, que vinha de duas campanha ruins. Aos poucos, a Vecchia Signora tem cada vez mais cara de um time. E com a cara do seu técnico.

No seu elenco, Gianluigi Buffon, Andrea Pirlo e Alessandro Del Piero são jogadores de grandíssimo talento, mas todos eles já veteranos. Exceção feita a eles, não há nenhum jogador brilhante. Del Piero já não tem condições de jogar sempre por motivos físicos. Pirlo é um relógio no meio-campo, dando ritmo ao time e fez com que o rendimento de Claudio Marchisio melhorasse. Buffon dá a segurança que o time precisa na defesa. Mas o time vai além dos três. E equipe ganhou a opção de Arturo Vidal, um jogador extremamente versátil para o meio-campo, que atua improvisado até na lateral e no ataque, se for preciso. E mostrou seu valor nos primeiros jogos pelos bianconeri. No ataque, Alessandro Del Piero é um reserva de luxo, Mirko Vucinic já mostrou que é importante, assim como Alessandro Matri. E ainda tem Fabio Quagliarella, voltando de lesão.

Tudo isso, porém, está dentro do esperado para a temporada. O que se destaca mais é o espírito do time, brigador, raçudo, trabalhador. O time vibra em campo. E isso combinado com um time que tem sido bem armado, usando bem as características de seus jogadores em um 4-4-2 tão bem explorado que a imprensa italiana chegou a dizer que era um 4-2-4. Não é, já que os pontas são meio-campistas para voltar marcando e viram atacantes quando o time tem a bola.

O primeiro clássico da temporada mostrou uma Juventus que, se não é brilhante como foi enquanto foi dominante na Itália, dá sinais de um time que sabe ser capaz de enfrentar qualquer adversário do país se mantiver em campo o que o seu técnico tem como uma das maiores virtudes: o trabalho duro. Com um time muito aplicado e com a organização que tem mostrado, a Vecchia Signora poderá fazer frente não só ao Milan, mas à Inter, Roma, Napoli e Lazio, que aparecem como candidatos a ficar entre os primeiros e brigar por vaga na Liga dos Campeões.

Falar em título ainda é muito cedo, são apenas cinco jogos disputados. O que pode atrapalhar o time é justamente achar que está acima da média e começar a se preocupar com o título antes da hora. Além disso, Conte terá que administrar o problema de deixar alguns jogadores no banco, como o próprio Del Piero, Matri, Fabio Quagliarella e até Vincenzo Iaquinta, que está contundido, mas ainda irá voltar. A administração dos egos e das insatisfações no vestiário será fundamental para o sucesso da Juventus de Conte.

A BarceRoma de Luis Enrique

Demorou e custou uma eliminação precoce na Liga Europa, mas a Roma conseguiu apresentar-se com o seu novo estilo de jogo e unir a dobradinha jogar bem e vencer. Até aqui na temporada, o time ainda lutava para chegar a esse ponto. Ainda não está nem perto do que pode render, mas o estilo de jogo do time, de passes curtos e muita posse de bola, já funcionou contra a Atalanta.

Até mesmo Bojan Krkic, que fez jogos ruins no seu início, começou a partida como titular e esteve bem, assim como outro contratado para esta temporada, Pablo Osvaldo, que tem feito bem o papel de atacante dentro da área. O destaque, tecnicamente, ainda é Fracesco Totti. Il capitano tem atuado atrás desses dois atacantes, como um terceiro homem de frente que usa sua técnica para chutar de fora da área e deixar os atacantes em boa condição. No jogo contra a Atalanta, foi o principal jogador do time, que ainda tinha no meio-campo Miralem Pjanic, Fabio Simplício e Daniele De Rossi. Totti se alternou entre o treaquartista do time e o terceiro atacante.

A Roma atuou com técnica e paciência no ataque, algo que é necessário para quem adota o estilo Barcelona de jogar. Como muitas vezes o adversário irá recuar para tentar se defender melhor, os toques curtos ao invés dos lançamentos longos tornam-se uma regra.  Um jogador como Totti, que pode atuar no centro do ataque ou recuar para abrir espaços para os outros atacantes torna-se uma peça fundamental. É preciso ter no meio jogadores com capacidade excelente de passe – o que é o caso dos três que iniciaram o jogo – e ao menos um jogador capaz de surpreender a defesa com uma jogada, que é o caso de Totti.

O time tem capacidade de brigar pelos três primeiros lugares. Ainda terá oscilações típicas de um começo de trabalho com uma mudança drástica, dentro e fora de campo. Mas o time tem potencial, com jogadores jovens. Precisará tomar cuidado com o temperamento de jogadores como de Rossi e Totti, e essa é uma habilidade que Luis Enrique precisará ter ao longo da temporada. 

Tabellino

– A derrota pesada da Inter para o Napoli foi uma surpresa apenas pelo adjetivo. Sim, a Inter jogando em casa é sempre um time para vencer, só que o Napoli é totalmente capaz de vencer Inter, Milan ou qualquer outro adversário italiano.

 – O placar, aliás, foi bem ilusório. O 3 a 0 do Napoli foi demais relação ao que os Partenopei fizeram, embora a vitória tenha sido merecida. O destempero da Inter, porém, é algo que Ranieri precisa trabalhar (inclusive nele mesmo, reclamando descontroladamente e sendo expulso).

 – O Napoli, porém, tem mostrado na Serie A e na Champions que é um adversário duro para qualquer time. Em termos europeus, o time está já de olho em uma difícil, mas possível classificação para as oitavas de final. No âmbito doméstico, já se candidata à disputa do título. E tem time para isso.

 – A Lazio continua mostrando que a diferença dela para times como a Fiorentina, que enfrentou no final de semana, é que tem jogadores capazes de decidir o jogo. Hernanes é esse jogador e Djibril Cissé e Miroslav Klose mostram que também podem ser, o que facilita a tarefa do brasileiro.

 – Na Serie B, a Sampdoria fez um confronto direto com o Torino pelos primeiros lugares, mas acabou derrotada em casa por 2 a 1. O Padova foi até Empoli e venceu por 4 a 2 e manteve a liderança, empatado com o Torino com 17 pontos. A Sampadoria se manteve na zona de classificação aos play-offs, com 12 pontos em sexto lugar.

 

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Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

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