Serie A

Todo mundo quer ganhar da Juventus, e desta vez o Napoli foi o responsável pela tarefa

Com gol de Koulibaly no finalzinho, equipe napolitana virou contra a Juve no Diego Armando Maradona

A vitória do Napoli contra a Juventus, neste sábado, por 2 a 1, ganhou contornos ainda mais especiais para a torcida napolitana. Por vários motivos. O mais evidente deles, claro, é sentir o gostinho do triunfo nos minutos finais, mas a narrativa deste clássico foi recheada de detalhes saborosos.

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O contexto desta temporada não é nada favorável para a Juve, que perdeu Cristiano Ronaldo e tem apenas em Manuel Locatelli um reforço relevante. Sabendo dessa dificuldade e das rodadas frustrantes para os juventinos até aqui, com um empate contra a Udinese e um revés para o Empoli, o Napoli se aproveitou para golpear um rival histórico.

A alegria do povo

 

Ter a torcida de volta ao Diego Armando Maradona, depois de tanto tempo, em um jogo grande, parece ter sido um alento para o elenco de Luciano Spalletti. Mas para que a alegria fosse consolidada em Nápoles, era preciso jogar bola e superar aquela que foi uma algoz em diversos momentos recentes. 

Determinação é a palavra-chave aqui. Sobretudo para o capitão Kalidou Koulibaly, que passou por poucas e boas antes de entrar em campo: após enfrentar o Congo pelas Eliminatórias Africanas, o defensor precisou remarcar voos para a Itália a fim de reintegrar o elenco, indo direto para o treinamento sem sequer passar em casa. 

E o começo foi complicado: Álvaro Morata abriu o placar e capitalizou em cima de uma falha bizarra de Kostas Manolas, que não estava atento ao seu redor e deu de bandeja a bola nos pés do espanhol, que fuzilou David Ospina. Mas apesar disso, o jogo estava pendendo para o lado do Napoli, que segurava mais a bola e controlava o ataque com maestria. Faltava só um pouco de pontaria. 

Enquanto os donos da casa martelavam na área, a Juventus pouco criava e ficava refém da armadilha de Spalletti. Presa na marcação e sufocada pela pressão em sua defesa, a equipe de Massimiliano Allegri apresentou os mesmos problemas das rodadas anteriores, em que simplesmente não conseguia produzir uma saída para chegar mais próxima ao gol.

O esperado castigo

A punição veio apenas nos dez minutos iniciais da segunda etapa, pelos pés de Matteo Politano. Ele aproveitou um rebote infeliz de Wojciech Szczesny em chute de Lorenzo Insigne para empatar tudo. Daí em diante, só deu Napoli. E a pressão foi tão intensa que parecia um crime que o placar seguisse em termos de igualdade. 

Coube a Koulibaly resolver o clássico, logo ele, a incansável referência da defesa dos partenopei. Quando a partida se encaminhava aos 40 minutos, uma bola alçada na área juventina teve um desvio mal feito por Moise Kean. O homem certo na hora certa, Koulibaly, completou para as redes, e não havia mais o que a Juve pudesse aprontar para diminuir seu prejuízo. 

A tabela agora está configurada do jeito que todo napolitano sonhava: com o seu time na liderança, ainda que provisória, e a Juventus lá no fundo, em 14º, sem nenhuma vitória em três rodadas. A semana que se avizinha será cheia para ambos. Enquanto o Napoli pega o Leicester na Liga Europa, a Juve estreia na Liga dos Campeões diante do Malmö, para buscar a primeira vitória neste retorno de Allegri.

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Felipe Portes

Felipe Portes é editor-chefe da Revista Relvado, zagueiro ocasional, ex-jornalista, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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