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Szczesny fica ou sai da Roma? Seu destino definirá também o de Alisson, titular da Seleção

Em 2015, o Arsenal decidiu abrir os cofres e se mostrou disposto a fisgar o goleiro do rival de Stamford Bridge. Com a contratação de Petr Cech, Wojciech Szczesny ficou para escanteio, e o clube optou por emprestá-lo para a Roma por uma temporada. O contrato, no entanto, foi estendido até o fim de 2016/17, e Szczesny já projeta suas intenções para quando seu empréstimo acabar. E o seu destino irá definir também para onde vai Alisson, goleiro que tem sido o titular de Tite na seleção brasileira. Considerando que é a última temporada antes da Copa do Mundo, é uma decisão fundamental para o ex-goleiro do Internacional.

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Szczesny, o goleiro que tem o nome que é a maior sopa de letrinhas para não-poloneses, chegou ao Arsenal em 2006, vindo das categorias de base do Legia Varsóvia. Depois de três anos no clube, ele assinou seu primeiro contrato profissional com os Gunners, e, poucas temporadas depois, após seu regresso do empréstimo ao Brentford, atingiu a titularidade após a contusão dupla do arqueiro que era a primeira opção de Arsène Wenger, Manuel Almunia, e do primeiro reserva e compatriota Lukasz Fabianski. Sem espaço no Arsenal, está emprestado há duas temporadas na Roma. Com o polonês por lá, Alisson só jogou as partidas de Copa da Itália e Liga Europa.

“Eu estou feliz aqui [na Roma]. Sinto que cresci como goleiro, mas, para mim, a hora de fazer uma decisão virá na janela de transferências do verão”, comentou o polonês em entrevista ao BT Sport. “No momento, eu sou um jogador do Arsenal. Assim que meu empréstimo terminar, terei que voltar a Londres. Eu sempre disse que gostaria de voltar para o Arsenal. Mas, como eu disse, o que acontecerá definitivamente não será decidido agora, mas daqui a um ou dois meses”, complementou.

Esta temporada pelo time da capital italiana, Szczesny atuou em todos os jogos da Serie A e tomou apenas 33 gols. A Roma só perde para a Juventus no sentido de solidez defensiva, e parte disso se dá por conta das grandes defesas e do ótimo desempenho do polonês em 2016/17, sua melhor temporada desde que aterrissou na Itália.

Em alguns aspectos, o arqueiro giallorosso é até mesmo superior a Gianluigi Buffon. Nesta campanha da Roma, ele assegurou 14 jogos sem tomar gol para sua equipe, enquanto o goleiro e capitão da Juve, Pepe Reina, do Napoli, e Ciprian Tatarusanu, da Fiorentina, conseguiram fazer isso apenas 12 vezes. São, ao todo, 33 jogos sem sofrer gols em 79 partidas e uma média de 0,29 gols por jogo, número este inferior ao de quando defendia a meta dos Gunners (a média era de 0,40 tentos por partida).

Ainda que muito, mas muito dificilmente a Roma se consagre campeã da Serie A, algo que só aconteceria se a Juventus fosse derrotadas nas próximas duas rodadas e os giallorossi vencessem, a temporada de Szczesny já está coroada por suas grandes atuações.

Caso o polonês retorne ao Arsenal para ficar, ele continuará não tendo muitas chances, assim como quando Cech chegou no Emirates. Ainda tem David Ospina, que continuou sendo a segunda opção de Wenger depois do empréstimo de Szczesny. E depois de uma excelente temporada na Roma, dificilmente ele vai voltar para aceitar ficar no banco.

É provável que os Gunners negociem sua venda ou renovem outra vez seu empréstimo, o que deixaria Alisson na reserva em mais uma campanha. O goleiro brasileiro, comprado pelo time da capital da Itália ano passado, já demonstrou querer ser titular dizendo que caso o clube prolongue o empréstimo de Szczesny, ele terá que repensar seu futuro com a camisa giallorossa. A Roma então tem que decidir se a pergunta será “Quem fica com Szczesny?” ou “Quem fica com Alisson?”. Tite observa tudo isso atento.

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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