Serie A

Spalletti: “Se Sarri continuasse a trabalhar no banco, a esta altura ele poderia ser o Ministro da Economia”

A Serie A começou bastante movimentada nesta temporada. Depois de uma competição de alto nível em 2016/17, especialmente pela produtividade ofensiva dos times, neste momento até mesmo a disputa pelo título parece aberta. E um jogo fundamental acontece neste sábado, quando a Internazionale visita o Napoli no San Paolo. Os celestes permanece com 100% de aproveitamento, mas podem ser superados pelos nerazzurri, que vêm motivados depois da vitória no clássico contra o Milan. Jogaço para não desgrudar da televisão.

Na véspera da partida, o técnico Luciano Spalletti falou com a imprensa. E o comandante da Inter fez comentários interessantes sobre a postura que seu time deve ter contra o Napoli. Não deixou de elogiar Maurizio Sarri, afirmando mas também declarou que é possível sair com um resultado positivo do San Paolo – como conseguiu na última temporada, treinando a Roma, ao vencer os napolitanos por 3 a 1 durante o primeiro turno.

“O Napoli é um marco para o futebol. É um time muito forte, em um estágio que esperamos chegar. Não concedem nada a ninguém, você deve seguir em frente para tomar a bola e desafiá-lo. Você precisa ser melhor que eles na posse de bola. Será dificílimo limitá-los, eles têm essa qualidade de comandar o jogo, têm continuidade, em alguns momentos são perfeitos. Por isso, precisamos ter mais a bola para não sofrer. Se Sarri continuasse a trabalhar no banco, a esta altura ele poderia ser o Ministro da Economia”, brincou, fazendo alusão à profissão anterior de seu adversário, bancário até assumir a prancheta em definitivo.

“Se você quer estar no topo, precisa ser bom para isso. Não há movimento que possa determinar o andamento da partida. Deve seguir em frente e encará-los, convicto que pode fazer o melhor em várias fases do jogo. Não é que você vai e tentará desfrutar de uma situação, porque eles não permitirão. Deve forçar os problemas ao Napoli. É preciso equilíbrio e arte, e a arte vem do trabalho cotidiano”, complementou.

Spalletti ainda analisou a derrota do Napoli contra o Manchester City, no meio de semana, pela Liga dos Campeões: “O jogo em Manchester não ensinou nada sobre o Napoli, eles também foram perfeitos lá. Se houve alguma coisa, eu aprendi que Guardiola sempre oferece novas soluções, mas o Napoli ainda assim conseguiu desarmá-las, mesmo que o jogador mais barato do City custe 40 milhões de euros”.

Por fim, ressaltou como a disputa pelo título está aberta na Serie A: “A Inter trabalhou bem com as escolhas que fiz, o Napoli trabalha há três anos com o mesmo padrão. Por ora, nós fomos excepcionais no que fizemos até o momento. Simpatizo com o Napoli, também com Sarri, mas para ser campeão, é preciso terminar o campeonato à frente da Juventus. Eles perderam pontos, mas há um campeonato inteiro para se jogar. A Roma é um time fortíssimo, eu conheço bem e sei disso. A Lazio está dentro de uma mentalidade, de um jogo físico forte. E eu acredito em Montella, se ele diz que o Milan tem qualidade para entrar na briga, significa que pode fazer. São seis times e com eles deveremos brigar até o fim, se quisermos ficar no topo da tabela”

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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