
Wesley Sneijder marcou a história da Internazionale. O meio-campista gastou a bola em seus primeiros anos no San Siro e estrelou os nerazzurri na conquista da tríplice coroa em 2009/10. Sem dúvidas, carrega uma gratidão especial da torcida. O que talvez tenha sofrido um abalo neste domingo, horas antes do Dérbi de Milão. O holandês conversou com a Gazzetta dello Sport sobre os clubes e revelou que gostaria de defender o Milan.
Durante a entrevista, Sneijder não escondeu a mágoa com a Inter. O camisa 10 deixou o clube em janeiro de 2013, após meses lidando com as frequentes lesões, a queda de rendimento e a falta de espaço com o técnico Andrea Stramaccioni. Decidiu se transferir ao Galatasaray, onde se tornou ídolo absoluto, embora também não venha bem na atual temporada.
“Eu dei tudo pela Inter. Eu coloquei o coração no meu trabalho pelo clube, mas isso não terminou bem. Eu me senti pisoteado. Jogar pelo Milan era meu sonho de criança. Então, sim, se eu voltar para a Itália, eu gostaria de atuar pelo Milan. Não penso em retornar à Inter. Saí depois de uma briga e desejo defender o Milan antes de encerrar a carreira”, apontou.
Vale destacar que a adoração de Sneijder pelo Milan certamente possui influência do ‘trio holandês’, que protagonizava o esquadrão de Arrigo Sacchi na virada dos anos 1980 para os 1990. Marco van Bastan, Ruud Gullit e Frank Rijkaard formavam a espinha dorsal dos rossoneri que conquistaram o bicampeonato europeu, entre outras taças. Na época, o meia dava seus primeiros passos na base do Ajax.
Aos 32 anos, Sneijder disputou 12 jogos na temporada até o momento, três deles pela seleção holandesa. Independente disso, contudo, ele acredita que consegue triunfar no atual nível do futebol italiano: “Eu estou envelhecendo, mas ainda posso jogar. Eu assisto aos jogos da Serie A e entendo que não é como cinco anos atrás. Há menos qualidade, mas o Milan é um clube lendário para mim”.
Por fim, ele falou sobre o sentimento que o levou a deixar a Inter, sem relacioná-lo com o Milan: “Eu teria ficado na Inter, em certo ponto pensei em ficar e esperar. Mas eu queria jogar, um atleta não pode ficar de fora do time por tanto tempo. Eu perderia meu lugar na seleção e aquilo que mais amo, estar em campo. Fui para o Galatasaray porque não havia outra maneira. Sei que dei muito à Inter e tenho orgulho disso”.



