Nove rodadas depois, o Milan está longe de uma vaga na próxima Liga dos Campeões e ainda mais do título. A derrota para o Parma, neste domingo, colocou-o a 11 pontos do terceiro colocado Napoli e a 17 da líder Roma no Campeonato Italiano. A situação é péssima, mas não é nada que esse time já não tenha enfrentado. E superado.
Ano passado, também estava a 11 pontos de última vaga na Champions League, na ocasião ocupada pela Inter de Milão, e a 15 do título. Se é verdade que Massimiliano Allegri não conseguiu conquistar a Série A pela segunda vez, ao menos classificou o Milan para a principal competição de clubes da Europa.
A reação começou no meio de novembro. Um empate com o Napoli, depois de sair perdendo por 2 a 0, deu combustível para a equipe embalar. Perdeu apenas uma vez nos 19 jogos seguintes e conseguiu uma sequência de 14 partidas de invencibilidade. Acabou o campeonato em terceiro.
O atual elenco pode ser considerado melhor que do ano anterior. Mario Balotelli chegou apenas em janeiro e Kaká ainda estava no Real Madrid. Allegri planeja mais uma vez fortalecer o elenco na janela de transferências de janeiro com o meia Keisuke Honda e o zagueiro Adil Rami.
Nessa fase de transição, de um elenco que era envelhecido para outro muito mais jovem, é natural que o Milan oscile, mas é a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que o clube chega à nona rodada com no máximo 11 pontos em duas temporadas seguidas. Precisa sofrer tanto?



