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Ranocchia intromete-se em legião sul-americana da Inter

A Internazionale passa por uma fase de transição. Folha salarial reduzida, poucas estrelas e até troca de dono, depois que Massimo Moratti vendeu 70% das ações para o tailandês Erick Thohir. O que segue o mesmo é a importância de jogadores estrangeiros na equipe, principalmente sul-americanos.

O gol de Andrea Ranocchia na vitória por 3 a 0 sobre a Udinese foi o primeiro de um italiano na Serie A de 2013/14. Mesmo na temporada inteira, contando a Copa Itália, o zagueiro foi o único nascido no país a balançar as redes pelo time azul de Milão.

Dos 27 gols da equipe de Walter Mazzarri na liga nacional – dois foram contra -, 20 foram marcados por sul-americanos, a maioria da Argentina, como Rodrigo Palacio, artilheiro do time com sete. Seus compatriotas Ricky Alvárez (4), Esteban Cambiasso (3), Mauro Icardi (2) e Diego Milito (2) também contribuíram bastante com o sistema ofensivo do quarto colocado do Italiano.

Além dos argentinos, a Inter marcou com o colombiano Fredy Guarín e com o brasileiro Jonathan. Também estrangeiros, mas de outros continentes, o meia argelino Saphir Taider, o zagueiro português Rolando e o lateral japonês Yuto Nagatomo deixaram seus gols. Ano passado foi parecido. Foram 55 gols na temporada da Serie A e apenas Antonio Cassano (7), Tommaso Rocchi (3) e o próprio Ranocchia (2) foram às redes.

Essa fórmula já se mostrou um sucesso. Na final da Liga dos Campeões de 2009/10, a Inter foi campeã contra o Bayern de Munique com nenhum italiano entre os titulares – Materazzi entrou no decorrer do jogo – e sete sul-americanos. A expectativa é pelo menos voltar a disputar a principal competição de clubes da Europa após duas temporadas de ausência.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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