Serie A

Presidente do Napoli explica por que acha que ter Maradona nos anos 1980 foi “desvantagem” ao clube

Em um contexto doméstico mais amplo de sucesso e dinheiro, o Napoli foi dos times que mais aproveitou a atratividade da Serie A na década de 1980, levando para Nápoles um tal de Diego Armando Maradona. E, para o presidente do clube, Aurelio De Laurentiis, a presença do craque argentino virou uma “desvantagem” para os Partenopei, em um ângulo específico.

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“O problema de Nápoles, que é uma cidade maravilhosa e única no mundo por várias razões, é que teve o grande problema de nunca vencer nada no passado. Só venceram dois scudetti, mas por quê? Porque tinham a grande desvantagem – assim eu considero – de ter tido o maior jogador do mundo, Maradona”, explicou De Laurentiis em entrevista à Red Bull Italia.

O presidente do Napoli considera a passagem de Dieguito um desequilíbrio que levou o time a um ponto fora da curva, conquistando duas ligas italianas e criando uma expectativa seguinte difícil de cumprir.

“Em vez de ter sido um ponto positivo, foi negativo. Porque, quando você teve a mulher mais bonita do mundo e ela então se divorcia de você, quem é que pode te satisfazer? O que mais você pode encontrar? Depois de ter tido Maradona…”, pondera.

O argentino defendeu o Napoli entre 1984 e 1991, conquistando a Serie A de 1986/87 e 1989/90, além da Coppa Italia na temporada 1986/87 e da Supercoppa Italiana em 1990. Continentalmente, a equipe conquistou a antiga Copa da Uefa em 1988/89 com Maradona no clube.

“Trabalhamos muito bem, porque, depois de Maradona, produzimos aqui em Nápoles jogadores muito importantes, de Lavezzi a Cavani, passando por Higuaín, e agora temos muitos outros, como Mertens e Insigne”, apontou De Laurentiis.

Em seus sete anos no Napoli, Maradona deu ao clube uma projeção não mais igualada no time do sul da Itália. Em 259 jogos, marcou 115 gols e deu 27 assistências para seus companheiros marcarem.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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