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Pirlo, um maestro na Juventus

Ao final da temporada 2010/11, Andrea Pirlo não era o jogador mais importante do Milan. Em tese, era titular, mas pouco conseguiu jogar devido a uma temporada cheia de lesões. Seu contrato estava no fim e os rossoneri, que acabavam de conquistar o scudetto, não mostraram muita disposição para renová-lo. Pirlo, por sua vez, não fez muita questão de continuar em Milanello. E depois de muita especulação, acabou seguindo para a Juventus, que ainda tenta se reconstruir.

Um novo começo para o meio-campista, de 32 anos, mas já com status de veterano, seja no clube, seja na seleção italiana, onde ainda é peça importante para o técnico Cesare Prandelli. Muitos torcedores da Juventus queriam a contratação em definitivo de Alberto Aquilani, que ficou a temporada passada em Turim emprestado pelo Liverpool. A chegada de Pirlo, porém, amenizou as preocupação sobre o meio-campo, que já tinha perdido também Felipe Melo – que, apesar da instabilidade emocional, era tecnicamente um dos bons jogadores do setor.

No primeiro jogo oficial pelo novo clube, Pirlo formou o centmeio-campo comro do Claudio Marchisio, companheiro de seleção, em um 4-4-2 clássico, com Simone Pepe de um lado e Emanuele Giaccherini de outro, além de Matri e Del Piero no ataque. Uma formação que se mostrou bastante ofensiva, a ponto de alguns chamarem de um 4-2-4, um exagero, já que o Parma era um adversário fraco e os esternos, como são chamados os jogadores de lado do campo, puderam avançar mais.

Por sinal, a Juventus entrou em campo com nada menos do que dez italianos entre os onze titulares. Apenas o lateral direito Stephan Lichtsteiner, que é suíço, como estrangeiro. Historicamente, a Vecchia Signora é o time que mais aposta em jogadores italianos entre os grandes do país, mas a formação contra o Parma é um sinal interessante.

Voltando a falar de Pirlo, o meia fez a primeira assistência para gol no Juventus Stadium, nova casa dos bianconeri. Isso porque os dois gols do empate por 1 a 1 com o Notts County, na quinta-feira, quando foi inaugurado o novo estádio, não tiveram assistências. Primeiro, colocou o lateral Lichtsteiner na cara do gol com uma cavadinha atrás da zaga dos Ducali, e o suíço aproveitou para marcar. Já no final da partida, quando a Juve já vencia por 3 a 0, o meia mais uma vez deu uma cavadinha por trás da zaga gialloblu, desta vez deixando seu companheiro de meio-campo, também na cara do gol – e o camisa 8 teve categoria para marcar.

Duas assistências que mostraram do que Pirlo é capaz e como pode ser importante na campanha da Juventus, que, é bom lembrar, terá apenas a Serie A e a Coppa Italia para se preocupar na temporada. Claro que seria melhor jogar a Liga dos Campeões ou até a Liga Europa, mas o único aspecto positivo de não participar destas competições é justamente ter mais datas livres para treinar e preparar o time, para que Antonio Conte, o novo comandante, dê a sua cara a ele – e Pirlo deve exercer um papel fundamental, assim como outros veteranos, como Buffon no gol e Del Piero no ataque. Sem contar que o número de jogos é menor, o que é ótimo para manter o time em bom estado físico.

Se é bom para a Juventus, é bom também para a seleção italiana. Pirlo terá mais tempo de jogo em campo, mas não tanto a ponto de desgastá-lo demais para o que pode ser a sua última competição oficial pela Azzurra, a Eurocopa de 2012. Com o talento que tem, pode ser o toque de experiência ao time de Prandelli, que mostra, aos poucos, que vai montando um time competitivo. Pirlo é um maestro que a Juve talvez precisasse. É esperar para ver.

Tabellino

– A primeira rodada teve 35 gols, uma média agradabilíssima de 3,5 gols por jogo. Um bom início, já que apenas um jogo terminou 0 a 0, o confronto entre Catania e Siena – dois candidatos ao rebaixamento.

– Uma boa parte dessa média se deve a Gian Piero Gasperini. O técnico da Inter armou um time confuso contra o Palermo, na Sicília, e sofreu nada menos do que quatro gols, além de marcar outros três. O discurso de Massimo Moratti é de insatisfação, mas disse que espera que Gasperini corrija os problemas do time, apontados pelo próprio treinador dos nerazzurri, que deixou Sneijder, Ranocchia e Pazzini no banco. Sem qualquer explicação. E ainda improvisou Zanetti como zagueiro. Uma bagunça.

– A Roma de Luis Enrique mostrou que pode ser um time diferente no modo de jogar, mas os resultados podem demorar a vir. Pjanic dá toque de bola ao time, mas Bojan e Osvaldo estiveram longe de justificar o esforço feito por eles. Ángel, por sua vez, mostrou que deve ser uma boa opção na lateral esquerda. Só resta saber se a diretoria, a torcida e os próprios jogadores terão paciência para que o trabalho de Luis enrique frutifique.

– O Milan mostrou deficiências defensivas e um Nesta longe de ser o grande jogador que foi. Talvez seja só início de temporada. Ibrahimovic continua sendo decisivo e Cassano mostrou que pode ser mais útil do que foi nessa última metade de temporada.

– A Lazio, por sua vez, mostrou que fez contratações que podem render muito pelas Águias. Klose e Cissé são excelentes jogadores e, combinados com Hernanes, podem levar o time de novo à disputa dos primeiros lugares.

– Na Serie B, a Sampdoria começou com dois empates, mas, na quarta rodada, já tem outras duas vitórias. É o sexto colocado na tabela.

– O líder é o Padova, outro time que é favorito ao acesso. Empatou com a Sampdoria fora de casa na primeira partida, mas depois embalou três vitórias consecutivas.
 

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Equipe Trivela

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