Serie A

Pirlo: “O futebol italiano não consegue competir com outros campeonatos”

Entre a década de oitenta e a primeira metade da de noventa, a Itália teve o melhor campeonato do mundo. Brilhava nos torneios internacionais, tinha os principais craques e os times mais ricos. Isso mudou e, hoje em dia, o calcio, com boa vontade, divide a terceira posição com a Alemanha, e tem apenas a Juventus desafiando os grandes na Champions League. Para Andrea Pirlo, meia do New York City, da Major League Soccer, demorará pelo menos dez anos para o futebol italiano retornar ao “nível máximo”. Se é que retornará.

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Questionado pelo jornal La Repubblica, Pirlo respondeu “impossível” de imediato, antes de acrescentar “pelo menos pelos próximos dez anos”. De acordo com ele, é muito difícil competir com outros torneios, “como o Inglês”, por não ter dinheiro ou infraestrutura. “A lacuna é muito grande”, afirmou o jogador de 38 anos, que defendeu Internazionale, Milan e Juventus em sua carreira na Itália.

A Juventus chegou à duas decisões de Champions League nas últimas três temporadas, uma delas com Pirlo em campo, mas foi derrotada em ambas, por Barcelona e Real Madrid. O que falta? “Não acho que falte alguma coisa em particular”, avalia. “Na final, tudo pode acontecer. Eu ainda sinto muito pela de Berlim (contra o Barça), não por mim, mas pela equipe. Na de Cardiff, a Juventus caiu de rendimento no segundo tempo, isso pode acontecer. Eu perdi uma para o Liverpool (em 2005), depois de estar vencendo por 3 a 0 no intervalo, e que Milan era aquele!”.

O veterano avalia que a Juventus segue forte, mesmo tendo perdido Bonucci para o Milan, que precisará de algum tempo para encaixar os seus reforços. Não acredita em título rossonero tão cedo. “Quando você começa do zero e contrata dez jogadores novos, por melhores que seja, é difícil vencer imediatamente. Tem que fazê-los jogar juntos, colocá-los bem em campo. Montella terá um trabalho estimulante, mas difícil. O objetivo tem que ser jogar a Champions League”, disse. E Napoli e Roma? “Todos os anos dizem que será a vez da Roma ou do Napoli e sabemos como termina…”.

Vivendo uma vida tranquila em Nova York, no bairro de Chelsea, Pirlo passa seu tempo livre passeando no High Line, parque elevado da região, jogando golfe e pensando na vida pós-aposentadoria, que está próxima. “Meu contrato acaba em dezembro e veremos”, disse. “Certamente já estou pensando no que virá depois. Não sei se como dirigente ou treinador, mas seguramente permanecerei no mundo do futebol. Sempre fiz isso na minha vida. Não sei fazer mais nada”.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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