Serie A

O Torino bateu de frente com a Juventus e frustrou os rivais ao buscar o empate no dérbi

Torino foi melhor em parte considerável do jogo e teve momentos em que até ensaiou a virada na casa da Juventus

O Derby della Mole se estabeleceu nas últimas décadas como um dos clássicos mais desiguais da Europa. O Torino venceu a Juventus apenas uma vez desde a temporada de 1995/96, com os 2 a 1 aplicados em 2015. No entanto, se por um tempo o dérbi quase sempre terminava com triunfos bianconeri, os grenás se acostumaram a dificultar mais recentemente. E o empate por 1 a 1 desta sexta-feira, na abertura da rodada da Serie A, poderia muito bem ter se encerrado com uma vitória do Toro. Um gol no início, quando os visitantes eram melhores, foi o que aliviou um pouco mais aos juventinos. O Torino teve mais presença ofensiva ao longo da noite e mereceu buscar a igualdade, além de ter contado com uma atuação excelente do zagueiro Bremer no Estádio Allianz.

Os primeiros minutos do dérbi favoreceram o Torino. Os grenás começaram pressionando e ameaçando com jogadas de linha de fundo. As triangulações saíam e uma tentativa muito perigosa veio aos nove minutos, com Josip Brekalo na esquerda. O ponta bateu para o meio da área e Andrea Belotti estava a ponto de marcar, mas um leve toque de Wojciech Szczesny com o pé salvou os juventinos. A Velha Senhora respondeu pouco depois, num contra-ataque armado por Denis Zakaria. Adrien Rabiot escapou pela esquerda e bateu cruzado, ao lado da trave. Já o gol bianconero saiu aos 13, a partir de um escanteio cobrado por Juan Guillermo Cuadrado. A bola fechada encontrou Matthijs de Ligt livre no segundo pau e Vanja Milinkovic-Savic chegou atrasado.

A sequência da primeira etapa era equilibrada. Os dois times apostavam em boas paradas fechadas. A Juventus tinha um pouco mais de posse, mas sem criar tantas oportunidades claras. No máximo, Milinkovic-Savic fez um par de defesas seguras em chutes no meio do gol. Quem não conseguia se criar era Dusan Vlahovic, muito bem marcado por Bremer, perfeito no tempo de bola. Já o Torino cresceu de novo depois dos 30 minutos e tomou o controle do jogo. Os cruzamentos grenás assustavam e, já nos acréscimos, Belotti mandaria uma cabeçada para fora sem muita direção. Faltava só mais contundência.

Estava claro como o Torino merecia sorte melhor, pelo bom primeiro tempo. E a equipe não desistiria, voltando para a segunda etapa mais ligada. Num bom passe de Brekalo, Wilfried Singo desperdiçou uma boa chance aos dois minutos, antes de Szczesny parar a batida de trivela de Rolando Mandragora. Do outro lado, as jogadas da Juventus não tinham muita continuidade no ataque, com Paulo Dybala e Cuadrado fazendo um pouco mais em tiros para fora. Aos nove, Dybala saiu machucado para a entrada de Weston McKennie.

O Torino conseguiu o empate aos 16, em mais um ótimo lance de Brekalo. O ponta passou por Cuadrado e mandou a bola à meia altura para a área, onde Belotti completou de primeira para as redes. O gol pareceu aumentar a confiança do Toro, que seguiu em cima e assustaria pouco depois com Mandragora, em chute desviado que saiu a centímetros do gol. A virada parecia possível e os grenás jogavam no campo de ataque. Todavia, o duelo perderia um pouco de ritmo com as muitas substituições, incluindo as saídas de Brekalo e Belotti de um lado, além do anulado Vlahovic do outro. Somente na reta final a Juventus tentou um abafa, mas Bremer era perfeito nas intervenções, até precisar sair por lesão. Os chuveirinhos não deram resultado mesmo depois disso, ficando a frustração à Juve.

A Juventus permanece na quarta colocação, com 47 pontos, mas pode ver sua situação se complicar na rodada. O trio de líderes tem chances de se desgarrar, enquanto a Atalanta poderá igualar a pontuação dos juventinos no final de semana – sem contar o fato de que a Dea possui duas partidas a menos. Já o Torino aparece no décimo lugar, com 33 pontos, distante da briga pelas copas europeias. Mas quem viu a equipe de Ivan Juric jogar nesta sexta não entende a sequência de quatro partidas sem vencer.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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