Serie A

Num jogo adiado por meses, a Juventus derrotou o Napoli e se firmou no G-4 da Serie A

Duelo deveria ter acontecido no início do campeonato e passou até pelos tribunais, com uma série de imbróglios

Levou muito tempo para que Juventus e Napoli se enfrentassem em Turim. A partida válida pelo primeiro turno foi adiada por conta dos casos de COVID-19 no elenco napolitano durante o início da Serie A e gerou uma enorme disputa nos bastidores. Os juventinos chegaram a ganhar o resultado nos tribunais, o que acabou anulado. Mesmo em campo, porém, a Velha Senhora prevaleceu e levou três pontos fundamentais, num confronto direto pela classificação à Champions League. Foi uma partida bastante movimentada no Allianz Stadium, com chances aos dois lados. Melhor à Juve, que ganhou por 2 a 1, graças a gols de Cristiano Ronaldo e Dybala.

Se a partida foi adiada por conta de casos de COVID-19 no Napoli, desta vez a Juventus lidava com desfalques por causa do vírus. Leonardo Bonucci e Federico Bernardeschi estavam ausentes por conta da doença. Em compensação, Paulo Dybala voltava após quebrar as regras de isolamento. O Napoli, por sua vez, contava com o retorno de Kalidou Koulibaly após suspensão.

A Juventus desperdiçou uma chance inacreditável de abrir o placar aos dois minutos, quando Cristiano Ronaldo furou a cabeçada dentro da pequena área. De tão irritado, o craque até chutou a trave. Num início de partida aberto, Piotr Zielinski também isolou uma bola livre dentro da área. De qualquer maneira, a Velha Senhora tinha bem mais vigor no ataque e, de muito insistir, abriu o placar aos 13 minutos. Federico Chiesa fez uma jogadaça pela direita, passando fácil por dois adversários. O cruzamento veio rasteiro e CR7 emendou de primeira.

O restante do primeiro tempo seria equilibrado, com alternâncias entre os dois times. E com reclamações. Os dois lados reclamaram de pênalti que a arbitragem não marcou. Chiesa foi derrubado na linha de fundo por Hirving Lozano, pouco antes que Zielinski também caísse após contato de Alex Sandro. Em nenhum dos dois lances o apito soou. O Napoli arriscava principalmente em chutes de longe e Lorenzo Insigne mandou um tiro perigoso por cima do travessão. Do outro lado, Juan Guillermo Cuadrado também causou um carnaval na área, mas parou no goleiro Alex Meret.

Durante o segundo tempo, o Napoli tomou a iniciativa na partida, com alterações de Gennaro Gattuso para deixar a equipe mais ofensiva. A meta de Gianluigi Buffon era bem mais ameaçada. Quando a zaga não conseguia reduzir os espaços e abafar o chute, o veterano aparecia bem sob as traves. Espalmou uma bola difícil no mano a mano contra Giovanni Di Lorenzo e também afastou com os pés um arremate de Insigne. Mas não que a Juventus tomasse sufoco. Os bianconeri tiveram oportunidades até mais claras antes dos 15, através dos contra-ataques. Cuadrado bateu por cima numa bola limpa e depois Meret abafou muito bem Chiesa, quando o jovem invadia a área.

Sem que a insistência do Napoli desse resultado, Buffon também pegou um chute de longe dado por Fabián Ruiz. Não demoraria para que a Juve demonstrasse mais eficiência, com o segundo gol aos 28. Dybala recebeu o passe de Rodrigo Bentancur na entrada da área, ajeitou e deu lindo tapa para tirar do alcance de Meret. Com a gordura maior, a Velha Senhora poderia administrar a vantagem na defesa. Os napolitanos seguiram trabalhando no campo de ataque, mas só descontaram aos 45. Victor Osimhen sofreu pênalti e Insigne converteu.

O resultado é fundamental para a Juventus fincar o pé na zona de classificação à Champions. Os bianconeri somam 59 pontos e retomam a terceira colocação, um ponto à frente da Atalanta. Enquanto isso, o Napoli perde uma grande chance de se firmar no G-4. Os celestes perderam a sequência de vitórias e estacionaram com 56 pontos, na quinta colocação. Com mais nove rodadas pela frente, ainda há tempo para uma reviravolta. Mas estes são pontos que podem fazer falta no fim do campeonato.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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