Num grande jogo no San Siro, a Inter provocou a primeira derrota do Napoli e se afirmou no páreo pelo Scudetto
A Internazionale construiu a virada no San Siro e conseguiu suportar a pressão no final, embora o Napoli siga como líder
Napoli e Milan fazem uma corrida cabeça a cabeça pela liderança da Serie A. E, até mesmo depois que os rossoneri perderam sua invencibilidade para a Fiorentina neste sábado, os celestes também sofreram a primeira derrota na campanha. Era sabido que os napolitanos teriam um compromisso difícil, ao visitarem a Internazionale dentro do San Siro. De fato, os nerazzurri não desperdiçaram a oportunidade de se aproximarem como um terceiro candidato ao Scudetto. A equipe de Simone Inzaghi conseguiu se recuperar do gol sofrido de início, controlou boa parte do duelo e resistiu à pressão no final. Ganhou de virada, por 3 a 2, num resultado para recuperar as credenciais dos interistas em busca do bicampeonato.
O começo de jogo seria de equilíbrio, ainda que a Inter indicasse boa organização e tivesse a primeira chance, numa cabeçada de Lautaro Martínez para fora. O Napoli, contudo, conseguia fechar os espaços e uma boa saída em velocidade permitiu que os celestes abrissem o placar aos 17 minutos. Numa bola roubada no círculo central, Victor Osimhen abriu com Lorenzo Insigne, que arrancou pela intermediária. O atacante passou para Piotr Zielinski, que encheu o pé de primeira na entrada da área e mandou a bola no alto da meta. Parecia ser o suficiente para os napolitanos construírem a vantagem. Não foi o que aconteceu.
A Internazionale mostrou que realmente vivia uma noite superior e não demorou a buscar o empate. Num chute de Nicolò Barella que bateu no braço de Kalidou Koulibaly, mesmo com a curta distância, a arbitragem marcou a penalidade com auxílio do VAR. Hakan Çalhanoglu chutou com muita categoria e mandou no cantinho. A reação permitiu que os nerazzurri seguissem melhores, mais presentes no ataque, pressionando especialmente nos escanteios. Enquanto isso, os escapes dos napolitanos não eram mais que momentâneos, com raras finalizações. A superioridade interista garantia a pressão, até que a virada surgisse aos 44. Çalhanoglu cobrou um escanteio fechado, Ivan Perisic deu uma casquinha de cabeça e a bola entrou, por mais que David Ospina tenha tentado salvar quase em cima da linha.
O segundo tempo retornou com a Inter sem dar trégua e logo Ospina teria que trabalhar contra Lautaro. O jogo teria um pouco mais de equilíbrio, mas não que o Napoli oferecesse tanto, muito previsível na hora de construir seus ataques e um tanto quanto nervoso em suas ações. E os nerazzurri consolidaram sua superioridade aos 16, com o terceiro gol. Num contra-ataque, Joaquín Correa conduziu por quase todo o campo e acionou Lautaro Martínez, que dominou e chutou no cantinho.
Edin Dzeko e Arturo Vidal logo entrariam, enquanto os napolitanos sentiam e demoravam a dar sinais de reação concreta. Aos 30 minutos, um pacotão de mudanças ajudou a botar pimenta no jogo. Dries Mertens e Eljif Elmas eram novidades no Napoli, com Federico Dimarco e Roberto Gagliardini entrando na Inter. E logo o maior artilheiro da história dos celestes reavivou sua equipe. Num chutaço do meio da rua, aos 33, Mertens mandou a bola na gaveta e assinou uma pintura. A pressão dos visitantes aumentava, embora um choque de cabeça entre Dzeko e Ospina tenha esfriado as equipes.
Na retomada do duelo, Mertens voltaria a aparecer pelo Napoli, travado na área. A Inter ainda tentou gastar um pouco mais o tempo no campo de ataque, o que não funcionaria até o fim, com os longos acréscimos por conta do atendimento médico. Os visitantes ainda puderam apostar no chuveirinho durante os últimos suspiros. O empate só não saiu aos 46 por um milagre de Samir Handanovic, que espalmou uma cabeçada à queima-roupa de Mario Rui, que ainda pegou efeito e saiu raspando o travessão. Já aos 52, André Zambo Anguissa descolou um cruzamento perfeito que Mertens mandou para fora quando aparecia sozinho. Foi o último suspiro.
O Napoli ainda permanece na liderança, com 32 pontos, à frente do Milan graças ao saldo de gols. Os dois primeiros colocados, no entanto, acumulam dois tropeços competitivos. Já a Inter surge como terceira via na tabela. Os nerazzurri ficam com 28 pontos, embora também tenham oscilado algumas vezes nas últimas semanas. O páreo antes restrito, mesmo assim, parece se abrir.



