Serie A

Num dérbi pavoroso aos goleiros, Pau López atrapalhou a Roma com uma falha sem igual

A Lazio atravessa uma temporada marcante e sonha em disputar o Scudetto, próxima de manter o ritmo dos principais concorrentes ao título. A Roma demorou a se acertar após a troca no comando técnico, mas cresceu durante o primeiro turno e tenta se firmar na zona de classificação à Champions. O dérbi deste domingo seria importante como poucos nos últimos anos. E, apesar da superioridade dos romanistas em busca do triunfo, a noite no Estádio Olímpico seria marcada pela participação desastrosa dos goleiros. Se de um lado Strakosha foi péssimo no tento giallorosso, Pau López conseguiu ser ainda mais ridículo no empate laziale. Por fim, a insistência da Roma não levou o placar além do 1 a 1.

A Roma começou o clássico em um ritmo mais forte, enquanto a Lazio aguardava para encaixar jogadas verticais e contragolpes. Os giallorossi permaneciam com a posse de bola e buscavam os cruzamentos, sobretudo em direção a Edin Dzeko, enquanto os biancocelesti se protegiam bem dentro de sua área. Pelos lados, Cengiz Under também incomodava nas jogadas individuais.

A postura dos romanistas se pagou aos 26 minutos, quando saiu o primeiro gol. O lançamento de Bryan Cristante parecia despretensioso, mas Thomas Strakosha saiu muito mal do gol e permitiu que Dzeko se antecipasse. O centroavante desviou a bola com a nuca e aproveitou a meta vazia, em arremate que bateu na trave antes de entrar.

Até parecia que a Roma ampliaria, com uma sequência de chances bloqueadas pela zaga. Todavia, a Lazio não pode reclamar da sorte ao empatar logo aos 34 minutos. Ou melhor, precisa agradecer a uma participação ainda mais desastrada do goleiro Pau López. Depois da cobrança de escanteio, Davide Santon desviou e o goleiro saltou à linha de fundo para conferir. O problema é que seu soco recolocou a bola em jogo, bem na pequena área. Chris Smalling tentou afastar, mas se enroscou com o próprio López e os dois deixaram a bola pingando para Francesco Acerbi. O defensor laziale anotou um dos gols mais fáceis da temporada.

A Roma tentou retomar o controle do jogo ao final do primeiro tempo. Quase Lorenzo Pellegrini conseguiu fazer o segundo, mas seu chute cruzado acabaria esbarrando na trave. E a superioridade romanista se renovou na volta do intervalo. O time de Paulo Fonseca tinha uma postura bem mais propositiva. Em compensação, a Lazio sabia como travar as oportunidades dos rivais.

As esperanças da Roma se fortaleceram aos seis minutos, quando o árbitro anotou pênalti sobre Justin Kluivert. Porém, ao rever o lance no monitor, o juiz optou por reverter a decisão. Do outro lado, o forte ataque da Lazio pouco conseguia produzir. O sistema defensivo giallorosso ia muito bem na proteção e Chris Smalling protagonizava outra ótima atuação, ao bater de frente com Ciro Immobile. Isso deu confiança para que os romanistas pressionassem na reta final.

Strakosha seria importante, mesmo errando outra saída de bola. O goleiro faria boas defesas, em duelo particular com Dzeko. O centroavante seguia muito acionado pelos romanistas, que tinham maior fluidez pelo lado direito, com Under. Enquanto isso, as mudanças da Lazio até mesmo criaram rusgas. Luis Alberto saiu de campo furioso ao ser sacado por Simone Inzaghi, sem que a entrada de Marco Parolo surtisse tanto efeito. Os laziali terminaram o clássico mais preocupados em segurar o empate. Numa rara chegada, Sergej Milinkovic-Savic bateu rente à trave nos minutos finais. Mas seria pouco à equipe.

A Lazio poderia se igualar à Internazionale na rodada, mas não aproveitou a chance. Os biancocelesti ocupam a terceira colocação, com 46 pontos. Já à Roma ao menos se manteve à frente da Atalanta. Com 39 pontos, os giallorossi aparecem na quarta posição, um ponto acima dos Orobici. De um clássico inicialmente aberto, os romanistas lamentam mais a vitória que não se consumou – especialmente pelo gol ridículo que sofreram.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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