Serie A

Napoli e Juventus cumpriram as expectativas com um jogaço, mas, no fim, a sorte sorriu à Velha Senhora

É como dizia o poeta: ou você morre herói ou vive tempo suficiente para se tornar o vilão. Autor do gol da vitória agônica por 1 a 0 sobre a Juventus em abril do ano passado, Kalidou Koulibaly foi, neste sábado, o responsável pelo Napoli ter perdido um ponto em Turim, com um gol contra aos 47 minutos do segundo tempo, depois de o seu time ter conseguido empatar em 3 a 3 um jogo que parecia perdido quando Cristiano Ronaldo abriu 3 a 0 para a Velha Senhora no começo do segundo tempo.

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A vitória por 4 a 3 da Juventus, em casa, pode ter repercussões importantes na briga pelo título ao fim da temporada porque o Napoli indicou, nas duas primeiras rodadas, que está forte o suficiente para desafiá-la. Claro que a defesa não pode sofrer tantos gols, mas marcar quatro vezes no Artemio Francchi contra a Fiorentina e três no Allianz Stadium não é para qualquer um, especialmente depois de se ver tão atrás no placar.

O Napoli teve o domínio territorial no primeiro tempo, mas a Juventus foi imensamente superior em concentração e efetividade. Pouco depois de Allan quase abrir o placar com um chute de fora da área, Douglas Costa puxou um longo contra-ataque e rolou para Danilo fazer 1 a 0, um minuto depois de ter entrado em campo no lugar de De Sciglio. Dando início ao seu infeliz sábado, Koulibaly levou um drible seco de Higuaín, que completou com um forte chute de perna direita e fez 2 a 0. O placar do primeiro tempo poderia ter sido até mais dilatado porque Khedira acertou o travessão.

Ancelotti trocou o lateral esquerdo – Mário Rui na vaga de Ghoulam – e promoveu a estreia de Hirving Lozano na vaga de Lorenzo Insigne, mas quem marcou primeiro foi Cristiano Ronaldo, com seu primeiro gol na temporada ao completar com a perna esquerda o cruzamento rasteiro de Douglas Costa. A partida parecia morta, mas um time talentoso como o do Napoli tanto tempo no campo de ataque uma hora encontra alguma coisa.

Encontrou na bola parada, aos 21 minutos do segundo tempo, um gol de cabeça de Manolas. E rapidamente diminuiu para 3 a 2, com Lozano aproveitando os espaços nas costas de Matthijs de Ligt, outro estreante do fim de semana no lugar de Giorgio Chiellini. O zagueiro holandês também não foi muito bem no terceiro gol quando permitiu que Di Lorenzo finalizasse outra bola parada na segunda trave.

Diante da circunstância do jogo e do campeonato, o empate por 3 a 3 em Turim tinha gosto de grande vitória para o Napoli. Bastava segurá-lo por mais 90 segundos. No entanto, Pjanic cobrou uma falta da intermediária na região da marca do pênalti, relativamente tranquila de ser afastada pela defesa. Koulibaly pulou com a perna esquerda, em diagonal com o gol de Alex Meret, e pegou mal na bola. Tocou para trás e acertou o ângulo do seu próprio goleiro e decretou a cruel vitória da Juventus por 4 a 3.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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