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Na Internazionale, dono bilionário não significa investimento desenfreado

Depois de muito tempo de negociação, o indonésio Erick Thohir adquiriu 70% das ações da Internazionale em outubro, e Massimo Moratti deixou a presidência da equipe, posição que ocupava desde 1995. O novo dono pode até ser bilionário, mas já mostrou que não pretende fazer loucuras e investimentos como Nasser Al-Khelaifi, no Paris Saint-Germain, e Mansour Bin Zayed, no Manchester City. E o mais novo indício disso é o teto salarial que Thohir adotará no time italiano.

É claro que a Inter não deixará de se reforçar, afinal manutenções no elenco são sempre necessárias. Entretanto, o perfil de suas contratações não deverá ser muito diferente dos últimos anos. E agora com essa barreira a mais: todo atleta do elenco deverá ganhar no máximo € 2,5 milhões por temporada. Para se ter uma ideia, Zlatan Ibrahimovic, do PSG, e Yaya Touré, do City, ganham, respectivamente, € 16 milhões e € 13 milhões.

Apenas com o montante máximo estabelecido por Erick Thohir, é possível encontrar três importantes atletas já da Inter que ganham acima do estipulado. Diego Milito, herói do título da Liga dos Campeões em 2010, por exemplo, ganha o dobro do novo teto. Esteban Cambiasso, no clube desde 2004 e com vínculo se encerrando na metade deste ano, tem vencimentos pouco menores: € 4,5 milhões. Rodrigo Palacio, principal jogador do time na atual temporada, também tem salário superior ao que quer Thohir: € 2,6 milhões.

Como o indonésio fará para alcançar suas metas financeiras tendo estrelas como os argentinos ganhando tanto, ainda não sabemos. E para contratar grandes jogadores? Bom, esse já parece não ser o caminho da Inter nesta nova fase. Pelo menos agora e no futuro próximo, Walter Mazzarri terá que se virar com o que tem em mãos e tentar operar um milagre ou outro com o investimento limitado que, aparentemente, terá pela frente.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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