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Miranda completou seu pesadelo com a Seleção vivendo uma noite infeliz pela Inter

Com a companhia de David Luiz e todos os problemas nos Defensores del Chaco, as atuações ruins de Miranda pela seleção brasileira durante a Data Fifa não foram tão ressaltadas. Só que o mau momento do zagueiro gerou reflexos também na Internazionale. Em uma noite desastrosa para os giallorossi em Milão, o veterano acabou como um dos principais responsáveis pela derrota de virada para o Torino, por 2 a 1. Um tropeço que deixa os nerazzurri cada vez mais desacreditados na luta por uma vaga na Liga dos Campeões.

A Inter até começou a partida empolgando a sua torcida. Aos 17 minutos, Icardi converteu pênalti para abrir o placar. Contudo, instantes depois, Miranda recebeu cartão amarelo bobo por toque de mão, em lance contestado pelos interistas. Custou caro, especialmente porque o time da casa não converteu sua superioridade no primeiro tempo em gols. O empate saiu aos 10 da segunda etapa, depois de um bote errado do brasileiro, que deixou o caminho livre para Molinaro. E, dois minutos depois, o zagueiro protagonizou um lance imprudente, recebendo o segundo amarelo. Expulso, viu dos vestiários Nagatomo cometer pênalti, também receber o vermelho e permitir a virada com Belotti. Não dá para responsabilizar apenas o veterano, ainda que seus erros tenham sido capitais.

Miranda começou a Serie A entre os melhores zagueiros do campeonato, auxiliando a Inter a disputar a liderança. No entanto, passou a oscilar mais com a queda do time desde dezembro. Não ajuda muito na péssima sequência dos nerazzurri, que conquistaram apenas cinco vitórias nas últimas 15 rodadas. Na quinta colocação, o time de Roberto Mancini aparece a oito pontos de alcançar a Roma na zona de classificação da Champions. Restando sete rodadas, a missão parece praticamente impossível.

Aos 31 anos, Miranda segue com qualidade para jogar em alto nível por mais algum tempo. No entanto, a falta de concentração nas últimas semanas até espanta, para um defensor que sempre primou pela técnica. Que a semana de suspensão sirva para o brasileiro colocar a cabeça no lugar e retomar sua forma – por mais que os três pontos que suas falhas custaram sejam irrecuperáveis.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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