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Maxi López decidiu o “dérbi” com Icardi e ainda provocou o rival na comemoração

A partida entre Internazionale e Torino não significava muito para o topo da Serie A. Porém, o encontro em Milão marcava mais um capítulo de um duelo particular: o de Maxi López contra Mauro Icardi. O veterano foi feito de capacho por aquele que era o seu pupilo nos tempos de Sampdoria. Tão ruim quanto ser traído pelo ex-amigo e pela mulher, Wanda Nara, foi ver os próprios filhos sendo usados por Icardi no meio da briga. Neste domingo, ao menos, Maxi conseguiu ir à desforra: venceu o jogo com um lance decisivo em cima do desafeto e ainda o provocou na saída do gramado.

VÍDEO: Até em comercial Icardi tira sarro da traição a Maxi López

Pai de uma garotinha com Wanda nos últimos dias, certamente Icardi estava louco para marcar um gol e comemorar com um “embala nenê”. Entretanto, a Inter atacava com pouca eficiência e sofreu com a fúria de Maxi López nos acréscimos. Aos 49 do segundo tempo, o centroavante disputou uma bola no alto, justamente se antecipando a Icardi, e desviou de cabeça para Moretti balançar as redes. Garantiu o triunfo por 1 a 0 no Giuseppe Meazza, onde o Torino não vencia desde 1988. E o capitão grená ainda mostrou para a torcida nerazzurra que tinha mais “culhões” que o traidor.

Já na entrevista depois do jogo, Maxi dedicou o triunfo à família: “O Toro teve vontade, concentração e coração para conquistar essa vitória no final. Nós realmente queríamos vencer e conseguimos isso. Para ser honesto, eu esperava uma postura diferente da Inter, já que eles nem nos incomodaram. Estou feliz pelo resultado, especialmente porque prometi ao meu filho essa vitória”.

A briga entre os dois argentinos não deve terminar tão cedo e deve ter os seus episódios na justiça, depois que Maxi resolveu processar Icardi pela maneira como se aproveitava da imagem dos filhos, menores de idade. Mas, ao menos desta vez, o veterano teve o gostinho da vingança.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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