Serie A

Llorente deixa a sombra no Napoli para ainda tentar contribuir com a Udinese ao fim de sua carreira

Fernando Llorente chegou ao Napoli em alta, não por grande produtividade, mas por ser herói do Tottenham na Champions League de 2018/19. Os celestes sabiam que o veterano não chegaria como titular, mas esperavam sua contribuição como um reserva útil, sobretudo pela experiência de quem já tinha atuado na Serie A. No fim das contas, o espanhol jogou pouco e, tirando um gol na Champions que carimbou a faixa do Liverpool, mal se fez notar. Assim, vai encerrar a temporada tentando ajudar a Udinese na outra ponta da tabela.

Llorente se junta à Udinese de maneira definitiva, em contrato assinado até o final da próxima temporada. Perto de completar 36 anos, encaminha-se ao final de sua carreira. Poderá ser bem mais útil no Estádio Friuli, especialmente com o empréstimo de Kevin Lasagna ao Verona. Tentará ajudar um time que até conquistou resultados surpreendentes na atual campanha, mas se preocupa mesmo com os riscos de rebaixamento na Serie A – apesar de contar com boas peças em seu elenco, como Rodrigo de Paul ou Juan Musso.

O auge da carreira de Llorente aconteceu no Athletic Bilbao, emendando cinco temporadas consecutivas em La Liga com mais de dez gols. Também começou bem na Juventus, mas seu impacto seria limitado. Não deu certo no Sevilla, se recuperou no Swansea e era apenas um reserva no Tottenham. Um reserva que decidiu na Champions. Levado ao Napoli como mais um na engrenagem, mas pouco usado por Gennaro Gattuso, o veterano tentará se provar novamente com frequência na Udinese. Num momento da carreira que poderia indicar o retorno a Bilbao, tentará fazer seu nome em Údine.

Llorente possui contribuições limitadas em campo. Nunca foi um jogador de mobilidade, mas sabe prender a bola e trabalhar para a equipe, além de ser uma clara ameaça no jogo aéreo e nas bolas longas. Considerando a parca produção ofensiva da Udinese, é um diferencial mesmo se não começar sempre como titular. O time ainda sofre com alguns problemas físicos no ataque atualmente, com jogadores no departamento médico. Ter uma alternativa com a vivência e com o faro de gol de Llorente pode ser importante a um time da parte inferior da tabela, como não era numa equipe do poderio ofensivo do Napoli.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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